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Criminosos discutem sobre arrancar coração de vítima em áudios no RJ

A Polícia Civil conseguiu gravações que mostram como funciona as operações de traficantes na zona oeste da capital fluminense

Criminosos falam em arrancar coração de vítima
A região já registou mais de 600 mortes por causa da disputa territorial dos criminosos | Foto: Renan Areias/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

Gravações obtidas pelas autoridades policiais revelam detalhes sobre o modus operandi de uma quadrilha que assumiu o controle de 16 bairros na zona oeste do Rio de Janeiro, desde 2023. O portal g1 divulgou os áudios dos criminosos na última terça-feira, 4.

Em uma das gravações, os criminosos discutem se devem “arrancar o coração” de uma vítima ou “picotar” o corpo. A conversa envolve o traficante Juan Breno Malta Rodrigues, o BMW.

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“Nós não ‘tem’ tempo pra tirar o coração, não, BMW”, disse o assassino, não identificado. “Porque, tipo assim, nós tá no meio do mato aqui, os ‘cana’ tá se movimentando. Nós ‘vai’ picotar essa ***** toda, vai enterrar e vida que segue.”

A guerra territorial resultou em um aumento significativo de assassinatos, com um total 684 mortes, sendo 359 apenas no primeiro ano do conflito. A Delegacia de Homicídios analisou cerca de 15 mil arquivos digitais, que incluem fotos, vídeos e mensagens, fundamentais para identificar os autores de outros crimes na região.

Essas investigações começaram depois que um miliciano se aliou ao Comando Vermelho, gerando uma disputa que se espalhou por bairros como Praça Seca, Taquara e Freguesia. O Complexo de Jacarepaguá também foi um dos focos, onde as decisões violentas eram tomadas em tempo real, com os líderes monitorando os homicídios à distância.

“Desde 2023 teve um aumento significativo no número de homicídios nessa região”, disse o delegado adjunto Leandro Costa ao g1. “Exatamente por esse medo dessa investida, começa uma caça recíproca: traficante caçando miliciano, miliciano caçando traficante. E isso vai aumentando significativamente o número dos homicídios.”

Criminosos geram medo nos moradores

O impacto do domínio criminoso é sentido diariamente pelos moradores, que vivem sob constante medo e insegurança. Muitos deixaram suas casas, e o mercado imobiliário sofreu uma queda nos preços das propriedades.

“O pessoal está sangrando”, afirmou um morador da região. “Está com medo. Toma casa, toma isso, toma aquilo, e não acontece nada. Nada, nada, nada, nada. Como é que pode?”

Os áudios mostram que, em certas ocasiões, os próprios líderes do grupo eram os executores dos assassinatos. Indivíduos identificados como ameaças são capturados e eliminados, com os corpos ocultados.

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Os eventos se iniciaram no começo de 2023, quando um membro da milícia de Rio das Pedras passou a apoiar o Comando Vermelho. A luta pelo domínio de Gardênia Azul se prolongou por meses, o que intensificou a violência em outras áreas, com uma série de homicídios e atividades criminosas adicionais, como extorsões.

Os áudios investigados também revelam conversas em que líderes de facções discutem estratégias para prejudicar grupos rivais. Moradores relatam a presença constante de armas e a consolidação de uma cultura de violência.

“Eles param veem a sua cara, se não te conhecer, ou se cismarem com a sua de falar alguma coisa, eles vão te enquadrar com fuzil, com pistola na sua cara”, disse um morador ao g1.

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    Contanto que os criminosos se matem uns aos outro, VALE…!

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