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Custo de faculdades é desafio para famílias

Vestibulares exigem avaliação criteriosa de estudantes que optarem pelo ensino superior privado; cursos chegam a custar R$ 15 mil por mês

Laboratório de Orgânica da Unigranrio, unidade da Barra da Tijuca: a número um no ranking das faculdades privadas de Medicina mais caras no Brasil | Foto: Divulgação/Unigranrio
Laboratório de Orgânica da Unigranrio, na Barra: líder no ranking das faculdades privadas de Medicina mais caras no Brasil | Foto: Divulgação/Unigranrio

Com a chegada da temporada de vestibulares, o orçamento das famílias entra no radar de análise. Para além da dedicação aos estudos, o ingresso no ensino superior privado exige planejamento financeiro, diante de mensalidades que, em alguns casos, superam os R$ 15 mil. Os cursos de medicina concentram os valores mais altos. Áreas como Direito e administração, assim como economia, também apresentam custos expressivos.

Conforme levantamento da Sanar, empresa do segmento de educação, e de veículos especializados no setor, a mensalidade mais cara do país em 2025 é a da Unigranrio, no Rio de Janeiro. Custa R$ 15.777,76 o curso de medicina. Outras instituições, como Unifaj (SP) e Univag (MT), ultrapassam R$ 14 mil. Já na área de Direito, a FGV-SP lidera, com R$ 7.976,75, seguida de perto pelo Insper (R$ 7.774).

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Faculdades: ranking das mais caras; confira

Entre as dez faculdades de medicina com mensalidades mais altas em 2025 estão:

  1. Unigranrio – Barra da Tijuca (RJ): R$ 15.777,76
  2. Unifaj – Jaguariúna (SP): R$ 14.634,67
  3. Univag – Várzea Grande (MT): R$ 13.960
  4. Unieuro – Brasília (DF): R$ 13.880
  5. São Leopoldo Mandic – Campinas e Araras (SP): R$ 13.878,00
  6. Uningá – Maringá (PR): R$ 13.811,03
  7. USF – Bragança Paulista (SP): R$ 13.762,56
  8. Ceuclar – Rio Claro (SP): R$ 12.600
  9. Unigranrio – Duque de Caxias (RJ): R$ 12.500,47
  10. Uninorte – Rio Branco (AC): R$ 12.442,72

“Quando falamos em medicina, o Brasil está entre os países mais caros do mundo para se formar. E a mensalidade é apenas uma parte do custo, porque existem despesas com livros, materiais e estágios”, diz Ronaldo Mota, ex-secretário de Educação Superior do MEC, em recente entrevista ao jornal O Globo.

Leia também: “Brasil, chama o VAR”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 286 da Revista Oeste

O desafio não se limita ao boleto mensal. Estudantes que se deslocam de suas cidades de origem arcam com aluguel, transporte, alimentação e vestuário, o que, dessa forma, pode dobrar o valor do investimento. Segundo levantamento do IBGE, o gasto médio de um universitário fora de casa varia entre R$ 2 mil e R$ 4 mil mensais.

“Uma família precisa considerar não apenas a mensalidade, mas o pacote completo. Em muitas capitais, o custo de vida é tão relevante quanto a mensalidade da instituição. Planejamento é fundamental”, afirmou Cláudia Costin, ex-diretora global de Educação do Banco Mundial, em entrevista ao site Nexo.

Especialistas apontam alternativas e estratégias

Especialistas recomendam que famílias avaliem opções de bolsas de estudo, programas de financiamento e instituições com melhor relação custo-benefício. O ProUni e o Fies continuam sendo caminhos relevantes, embora com vagas limitadas. Além disso, cresce a busca por universidades no interior e no ensino a distância (EAD), que oferecem valores mais acessíveis.

“O estudante deve pesquisar não só preço, mas qualidade e empregabilidade do curso. Muitas vezes, um curso com mensalidade menor em uma instituição sólida pode ser mais vantajoso do que assumir uma dívida pesada em nome de um diploma de prestígio”, avaliou Claudio de Moura Castro, economista especializado em educação, em entrevista à BBC Brasil.

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2 comentários
  1. Refletindo internamente
    Refletindo internamente

    O filho do rico estuda a vida toda em colegio particular em um ensino com qualidade, na faculdade ele entra pra FEDERAL que é gratuita pra ele, os impostos roubados do POBRE paga a FEDERAL pro filho do rico se formar e ir trabalhar em local rico longe do POBRE que pagou seus estudos, e quando o pobre vai colocar seu filho na faculdade ele tem de pagar a facul privada pq seu filho que “estudou” a vida toda na escola publica nao consegue competir com o intelecto do rico pra continuar na FEDERAL publica, logo o pobre tem 2 gastos que é bancar o filho do rico na universidade publica e bancar seu proprio filho pobre na universidade privada!

  2. Denis R.
    Denis R.

    Cursos realmente caros para a esmagadora maioria da população brasileira… mas o pior nem é isso, aposto que em uma universidade pública o pagador de impostos brasileiro gasta muito mais que isso por aluno!

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