A delegada da Polícia Civil de São Paulo Layla Lima Ayub, de 36 anos, afirmou ter cometido “uma bobeira” ao atuar como advogada de um faccionado do Comando Vermelho em audiência de custódia em Marabá (PA), no dia 28 de dezembro de 2025 — dez dias depois de tomar posse como delegada no Palácio dos Bandeirantes. Ela também teria ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A declaração foi dada em interrogatório de cinco horas na Corregedoria. “Dei bobeira”, disse. Layla foi presa na sexta-feira 16 em um sobrado na zona oeste de São Paulo, com o namorado Jardel Neto Pereira da Cruz, o Dedel, apontado como líder do PCC no Pará.
Receba nossas atualizações
Ele acompanhou a delegada na cerimônia de posse. A polícia apreendeu dois celulares e um chip. Durante o depoimento, Layla demonstrou irritação com o ex-marido, delegado no Pará, e suspeita que ele tenha impulsionado denúncias anônimas ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo e à Corregedoria sobre suas ligações com faccionados.
A trajetória da “delegada do PCC”

Ex-policial militar no Espírito Santo, Layla formou-se em Direito e passou a advogar no Pará. Defendeu Dedel, conseguiu sua liberdade provisória e, depois, foi viver com ele. No ano passado, foi aprovada em concurso para delegada em São Paulo.
Sobre a audiência de custódia, alegou que já havia pedido cancelamento da inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, mas participou do ato antes da formalização.
+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste
A Corregedoria apura a compra da padaria Bom Jesus, em Itaquera, por R$ 100 mil. Investigadores suspeitam de lavagem de dinheiro do tráfico. Layla admitiu saber que um integrante do PCC atuaria como “laranja”.
Ela foi indiciada por exercício irregular da profissão, integrar organização criminosa, falsidade ideológica e associação para o tráfico. Layla está presa no 6.º Distrito Policial, no Cambuci. A Justiça decretou prisão temporária de 30 dias, prorrogável por mais 30. No sábado 17, ela passou por audiência de custódia.






































Por falar em PCC, que tem livre acesso no palácio dos Bandeirantes, mais um caso de um bozonarista, racista e CAC. E tem imbecil que adora essa gentalha:
https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/01/18/mortes-medicos-tiros-policia-investiga.htm
Não leio o UOLamentável
O Uol é só o veículo que mostrou o que aconteceu. Ele apenas mostra que o Bandeirantes está infestado de pessoas do PCC. Não brigue com o mensageiro.
Acredito que essa ousadia do crime organizado seja apenas uma ponta do iceberg. Pelas decisões tomadas por juízes vários e divulgadas na imprensa, a infiltração parece já estar consolidada em altas esferas do mundo político e do sistema judicial do país.
Em são Paulo o PCC já está ao lado do governador. Aliás, derrite até tentou barrar que a PF investigasse esses caras. Estranho, né? Só podia investigar se o governador pedisse e depois, se deixasse. O PCC está aí no bandeirantes, em são Paulo. Imagina no resto do país, hj com essa extrema direita no poder.