Delegados da PF convocam assembleia contra reajuste de 5%

Categoria vai se reunir na terça-feira para debater estratégias na reivindicação de um aumento mais amplo
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Policiais federais se mobilizam para confrontar proposta do governo de reajuste de 5%
Policiais federais se mobilizam para confrontar proposta do governo de reajuste de 5% | Foto: Reprodução/PF

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) convocou uma assembleia extraordinária para a terça-feira, 19, para discutir o reajuste de 5% dos salários dos servidores, que deve ser anunciado em breve pelo governo federal.

A categoria não está satisfeita com o reajuste linear e espera debater a prioridade para a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que reivindicam um aumento mais amplo.

“O delegado Luciano Leiro, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), recebeu com indignação e, de imediato, repudiou a possibilidade de a reestruturação da instituição ser substituída por um aumento linear de 5%, a todos os servidores públicos”, manifestou a organização de classe, em nota.

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“Tudo indica que, mais uma vez, o presidente da República não parece ter a intenção de cumprir o compromisso de enviar ao Congresso Nacional uma medida provisória, nesse sentido”, continua a nota.

A expectativa da categoria é por uma reunião durante a semana com o ministro da Justiça, Anderson Torres, para tentar progressos nas reivindicações.

5% de Bolsonaro

Na última quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou junto à equipe econômica a elaboração de uma proposta de aumento linear de 5% para os servidores públicos federais. A medida teria um impacto de cerca de R$ 6 bilhões neste ano, acima do R$ 1,7 bilhão previsto para reajustes salariais no orçamento.

A expectativa é que Bolsonaro anuncie nos próximos dias a concessão do reajuste. O aumento é linear e abaixo da inflação para todos os servidores, o que também inclui militares das Forças Armadas.

Nos bastidores, os interlocutores apontam que o governo quer anunciar o quanto antes a medida para aplacar os movimentos de servidores, que deflagraram greves e manifestações.

Inicialmente, a ideia do governo era conceder um aumento apenas para carreiras policiais, mas devido a protestos de outras categorias, o aumento deverá ser estendido aos demais servidores federais.

Como o porcentual corrige defasagem inflacionária, a concessão do benefício não esbarra na Lei Eleitoral, que proíbe o benefício no período de seis meses antes do primeiro turno da disputa presidencial.

O governo enfrenta uma série de paralisações no funcionalismo público. Os servidores do Banco Central, por exemplo, estão em greve desde 28 de março, reivindicando reajuste salarial.

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8 comentários Ver comentários

  1. Os Capitães do Mato não estão satisfeitos com os 5%??
    Beleza. Peçam exoneração e deixe verdadeiros policiais assumirem.
    Ou vão pedir aumento aos seus verdadeiros senhores SUPREMOS.

  2. Lá vem esse pessoal de novo! Se acham que estão ganhando pouco e não estão satisfeitos, tudo bem, é um direito deles, mas então que peçam as contas, entreguem as credenciais e vão procurar rendimentos melhores na iniciativa privada. Agora aí eles irão ver o que é bom prá tosse.
    Uma sugestão de ocasião: O Zelesnky está recrutando mercenários, deve estar pagando bem. Vão para lá.

  3. Eles se esforçam para que o povo tenha mais desgosto com relação aos servidores públicos desse país, não é possível! O país está se recuperando de uma pandemia, séria crise hídrica, guerra que afeta o mundo e eles querem mais e mais, cheios de ganância, e o resto do povo? Todos podem ganhar se não quiserem vir com exigências sem limites, mas o que esperar de sindicalistas?

  4. Eles têm razão. Aumento só deveria ser dado a quem trabalhou durante os fechamentos. O grosso do funcionalismo não trabalhou, portanto não deveria receber aumento

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