Deputado entra na Justiça para barrar verba para Museu da Diversidade Sexual

Gil Diniz questiona a destinação de R$ 40 milhões de reais para ampliar o espaço cultural voltado ao público LGBTQIA+
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Deputado também apresentou projeto para extinção do espaço que foi criado em 2012
Deputado também apresentou projeto para extinção do espaço que foi criado em 2012 | Foto: Divulgação/Alesp

O deputado estadual Gil Diniz (PSL-SP) entrou com uma ação popular na Justiça para barrar a expansão do Museu da Diversidade Sexual, em São Paulo.

No começo do mês, o governador João Dória (PSDB) havia anunciado a destinação de R$ 40 milhões para ampliar o espaço cultural voltado ao público LGBTQIA+. A previsão é que o aporte também viabilize dois novos museus para o próximo ano na capital paulista.

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“Quarenta R$ 40 milhões do povo paulista para bancar a ampliação do Museu da Diversidade Sexual, que foi criado em 2012 pelo tucano Geraldo Alckmin! Entrei com uma ação popular na Justiça impedindo a transferência desses R$ 40 milhões e um projeto acabando definitivamente com o museu”, justificou o deputado.

Além da ação popular, Gil Diniz apresentou ainda um projeto legislativo que, caso seja aprovado pela Assembleia do Estado de São Paulo, pode provocar até mesmo a extinção do espaço cultural. Em seu texto de apresentação, o deputado argumentou a racionalização de recursos em época de pandemia da covid-19.

“Neste contexto tenebroso, que tornou premente a concessão de benefícios assistenciais por parte do governo a pessoas vulneráveis, multiplicadas em número e gravidade da situação financeira graças às medidas de lockdown determinadas por prefeitos e governadores, o dispêndio de recursos públicos, um único real que seja, mais do que nunca tem de ser racionado e racionalizado”, escreveu Diniz.

O deputado afirma que o museu — criado em 2012 pelo ex-governador Geraldo Alckmin — é na verdade uma pequena sala de exposição com 100 m². No início do mês , o governador Doria anunciou que a transferência de R$ 9 milhões será usada para aumentar o espaço em cinco vezes.

O restante do dinheiro deve ser destinado à criação de dois novos museus — das Favelas e das Culturas Indígenas. O deputado explica que a Assembleia Legislativa não teve acesso ao projeto de ampliação, nem de construção dos novos museus.

“Num momento em que estamos com recursos escassos, não consigo entender isso como prioridade do Estado. Um montante de recursos tão grande aportado pra uma salinha de 400m², ou seja uma sala de 40 x 10?”

Para o autor da ação, “além da desproporção dos investimentos, chama atenção a estranha relação entre o secretário de cultura Sérgio Sá Leitão e a Organização Social (OS) que gere os recursos”. Ele argumenta que já foram apresentadas outras duas denúncias sobre o contrato pelo deputado Carlos Gianazzi (PSOL).

A denúncia foi encaminha ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, mas só deve ser analisada após o recesso de final de ano.

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7 comentários Ver comentários

  1. Independentemente da discussão sobre ao museu, não foram os parlamentares que aprovaram bilhões para o fundo partidário para ‘bancar suas campanhas eleitorais’? As campanhas hoje são feitas basicamente pelas redes sociais, com custos baixíssimos…

  2. Nunca vi nem falar neste Deputado. Mais concordo com ele. Isso é só mais um dos muitos absurdos deste Brasil. Nada contra movimento qualquer. Mais imagino que eles próprios façam o seu museu? Não o dinheiro dos nossos impostos que deveria ser direcionado para outras coisas. Saúde, educação, segurança, prevenção de doenças e por aí vai!!

  3. Mais essa, jura ? Aí esses mesmos políticos canalhas q destinam verba para isso, e a mídia que dá essa notícia como sendo ótima, se queixam de corte no orçamento de pastas importantes, como da educação. É muita manipulação

  4. Parabéns ao deputado! Este país é uma piada mesmo, já não basta o Estado bancar a gandaia de neguinho no carnaval tem também que bancar a boiolagem das bonecas e sapatões?

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