O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, contou a Oeste os detalhes da prisão de Suedna Carneiro, a Mainha do Crime. Ela é suspeita de liderar a quadrilha que assassinou o ciclista Vitor Medrado, de 46 anos, no Itaim Bibi, zona oeste da capital paulista. A prisão ocorreu em Paraisópolis, na zona sul, nesta terça-feira, 18.
Segundo Derrite, a polícia ainda busca identificar os dois homens que atiraram no ciclista. Os agentes apreenderam documentos, acessórios, equipamentos eletrônicos, celulares e capacetes de motocicletas na casa de Suedna.
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Os materiais estão sob análise da polícia, que pretende esclarecer sua ligação com o assassinato do ciclista.
“Vamos extrair os dados dos aparelhos celulares para chegarmos a esses criminosos que efetuaram os disparos contra Vitor Medrado”, informou o secretário. “E, também, fazer exames de comparação balística com os fragmentos dos projéteis que foram apreendidos no local do crime para comparar com as armas apreendidas hoje.”
A ligação da Mainha do Crime com a morte do ciclista
Derrite também afirmou que Suedna facilitava roubos em São Paulo, ao financiar criminosos que atuam não só no Itaim Bibi, mas em várias partes da cidade.

A Mainha do Crime já possuía antecedentes por porte ilegal de armas e receptação. Suedna ficava com parte dos objetos roubados por motociclistas armados. Ela foi presa em 2022, de acordo com Derrite.
O secretário ainda citou um caso de uma médica que sofreu uma tentativa de roubo, no sábado 14. Neste caso, o criminoso que abordou a vítima foi detido na segunda-feira 17. Ele já havia sido preso em 2023, pelo mesmo crime.
Ciclista é assassinado em bairro nobre de São Paulo
Vitor Medrado foi abordado enquanto estava na calçada com sua bicicleta, às 6h da última quinta-feira, 13. Dois homens em uma moto se aproximaram e, sem a reação de Vitor, um dos criminosos atirou e recolheu o celular dele. Apesar de ter sido levado ao Hospital das Clínias, o ciclista não resistiu aos tiros que recebeu no pescoço.
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No domingo 15, amigos, familiares e ciclistas realizaram um protesto silencioso no local do crime. O clima era de revolta com a violência na cidade. No local da morte de Vitor há flores, em homenagem ao ciclista.

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