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COP30: diplomata do Panamá pede nova sede depois de alta nos preços de hospedagem

Juan Carlos Monterrey critica as tarifas de hospedagem na capital do Pará

Logo da COP30, que ocorre no Brasil neste ano
Segundo Monterrey, mais de 70% das delegações ainda não conseguiram reservar acomodações para o evento | Foto: Reprodução/Internet

O representante do Panamá na COP30, Juan Carlos Monterrey, defendeu a mudança da sede da conferência climática das Nações Unidas (ONU), marcada para novembro em Belém (PA).

Em discurso feito na sexta-feira 22, o diplomata criticou os preços elevados da hospedagem na capital paraense e acusou o governo brasileiro de ignorar alertas internacionais sobre o tema.

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Segundo Monterrey, mais de 70% das delegações ainda não conseguiram reservar acomodações para o evento que ocorrerá de 10 a 21 de novembro. O panamenho argumenta que as opções disponíveis custam entre 200% e 400% acima dos valores diários aceitos pela própria ONU.

“As opções estão 200% a 400% acima do subsídio diário de subsistência da ONU e simplesmente não são viáveis”, disse Monterrey. “Isso não é apenas sobre quartos de hotéis. É sobre se levamos a sério essa questão internacional.”

Conforme o representante, delegações estariam sendo forçadas a aceitar pacotes com preços fixos e não reembolsáveis, com prazos de pagamento que não respeitam os trâmites diplomáticos de aprovação. “Isso é ofensivo e beira a insanidade.”

A secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior, afirmou que o Brasil não pretende subsidiar hospedagens. Em contrapartida, o Planalto sugeriu que a própria ONU aumente os valores pagos atualmente — que chegam a US$ 250 em São Paulo, mas não passam de US$ 150 em Belém.

Diante da recusa, a tensão escalou. Mais de 20 negociadores internacionais assinaram uma carta enviada ao governo brasileiro no início de agosto. O documento propõe a realocação da COP30, caso os preços abusivos não sejam corrigidos.

Pressão sobre hotéis e plataformas para a COP30 não surte efeito

O Ministério da Justiça já havia cobrado explicações de plataformas como Airbnb, Booking e Decolar sobre os preços praticados em Belém. A maioria ignorou os pedidos. Há relatos de anúncios que ultrapassam R$ 1,5 milhão por uma estada de 11 dias em um apartamento de um quarto.

Leia também: “Menos de 20 delegações garantem hospedagem para a COP30”

Como resposta emergencial, a organização do evento anunciou a criação de uma força-tarefa para tratar da crise. De acordo com Valter Correia, secretário extraordinário da COP30 no Brasil, 47 delegações já confirmaram presença. O número, no entanto, representa apenas uma fração dos países que normalmente participam da conferência climática.

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