Doria: ‘SP adquirirá, produzirá e imunizará com vacina do Butantan’

'Não há razão para estigmatizar' a CoronaVac, afirmou o governador
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João Doria, governador de São Paulo, prometeu imunizar os paulistas com a CoronaVac em 2022
João Doria, governador de São Paulo, prometeu imunizar os paulistas com a CoronaVac em 2022 | Foto: André Ribeiro/Futura Press/Estadão Conteúdo

Um dia depois de o Ministério da Saúde ter informado que a CoronaVac não será incluída no programa de imunização contra a covid-19 planejado pela pasta em 2022, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que o Estado, se necessário, comprará as doses do imunizante chinês para vacinar sua população.

“O Ministério da Saúde não excluiu, apenas disse que não comprará doses da vacina CoronaVac”, afirmou o tucano. “São Paulo, se necessário, adquirirá, produzirá e imunizará com a vacina do Butantan, a CoronaVac”, completou o governador paulista ao participar de um evento da Secretaria Estadual de Educação.

Leia mais: “Ministério da Saúde informa que vai deixar de usar CoronaVac em 2022”

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Ainda segundo Doria, “não há razão para estigmatizar a CoronaVac”. “O que há é apenas razão política, e lamento que o ministro da Saúde [Marcelo Queiroga] se dê a essa tarefa de ser um robô de uma gestão negacionista do presidente Jair Bolsonaro”, criticou. Doria classificou Queiroga como “um robô de práticas negacionistas, que atacou a vacina desde o início e dificultou que ela chegasse aos braços dos brasileiros antes do dia 17 de janeiro”.

Leia também: “Butantan rebate Ministério da Saúde: ‘CoronaVac tem eficácia comprovada’”

Como Oeste informou ontem, o Ministério da Saúde ressaltou que a CoronaVac ainda não obteve o registro definitivo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) — apenas a autorização emergencial. “Até o momento, a autorização da CoronaVac é de uso emergencial, que foi concedida para minimizar, da forma mais rápida possível, os impactos da doença em território nacional”, afirmaram Danilo de Souza Vasconcelos, diretor de Programa da Secretaria Extraordinária de Enfrentamento da Covid-19, e Rosana Leite de Melo, secretária do mesmo setor.

Leia também: “Saúde foca em Pfizer e AstraZeneca e projeta 300 milhões de doses em 2022”

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10 comentários Ver comentários

  1. Diria vai logo sair do horizonte político sem deixar saudade. Que decepção esses nomes de fora da politica que aparecem como esperança e logo se revelam piores que o que havia antes. Veja o partido NOVO – que traste o seu presidente. Companhia para Doriana.

  2. O calcinha apertada faz política com essa péssima vacina, muitos que foram vacinados com 2 doses dela estão sendo vacinados com dose de reforço da Pfizer. Ele sim é um tapeador e marqueteiro.

    1. Coronavac foi um paliativo emergencial. Vacina fraquinha. O Butantã não tem coragem de pedir o registro definitivo, pois sabe que ela não passará nas checagens de efetividade. AstraZeneca e Pfizer já possuem o registro definitivo, o que por si só indica que são vacinas mais robustas para um programa nacional de vacinação. A vacina do Doria e sua politicalha serão completamente esquecidas no ano que vem quando começar a nova campanha de vacinação do governo federal com vacinas seguras e eficazes.

  3. Senhor governador,
    Negacionista é o senhor, negando que a Coronavac é tão ruim que quase nenhum país no mundo a utiliza e quase todos os países do mundo impedem a entrada de cidadãos que se imunizaram com ela.

  4. Este cara é uma mula !!!! Já queimou todo seu capital político !!!! Quem ele acha que está confrontando ????? O mundo decidiu que a Coronavac é uma bosta !!! Este este ser que fica insistindo nisto !!!!!!

  5. Como ex tucano votei nesse mau caráter marqueteiro dono da Doria/Butantã empreendimentos vacinais, que se aliou a Bolsonaro unicamente para conseguir se eleger governador. Essa figura esta até hoje devendo informações de sua VACINA à ANVISA, portanto ainda somos cobaias de uma vacina mal testada e com baixos índices de eficácia. O ministro da saúde disse que só pedirá a vacina CORONAVAC quando esta conseguir o REGISTRO DEFINITIVO na ANVISA. Qual é a gestão negacionísta do ministro.

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