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Enchente muda mapa do Rio Grande do Sul

Há rios com transbordamento e vastas áreas submersas

As regiões mais impactadas incluem o Sul do Estado e a Bacia do Jacuí, onde as alterações na paisagem são particularmente notáveis | Foto: Reprodução/MetSul Meteorologia
As regiões mais impactadas incluem o Sul do Estado e a Bacia do Jacuí, onde as alterações na paisagem são particularmente notáveis | Foto: Reprodução/MetSul Meteorologia

As enchentes que ocorreram neste mês no Rio Grande do Sul têm causado transformações drásticas no mapa do Estado, com rios transbordando e vastas áreas submersas. É o que informa o site especializado MetSul Meteorologia.

As regiões mais impactadas incluem o sul do Estado e a Bacia do Jacuí, onde as alterações na paisagem são particularmente notáveis.

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No sul do Rio Grande do Sul, as inundações se intensificaram rapidamente, com a Lagoa dos Patos atingindo níveis recordes por causa do grande volume de água recebido dos rios do centro e do norte do Estado, além do Rio Camaquã.

Segundo informações da Prefeitura de Rio Grande, o nível da Lagoa dos Patos no CCMAR na manhã desta quinta-feira, 16, foi de 2,71 metros. Esse número superou o nível do cais em 81 centímetros.

Recordes históricos no Rio Grande do Sul

Na mesma região, o Canal São Gonçalo, em Pelotas, registrou 3 metros no início do dia, um aumento de mais de 20 centímetros em relação ao dia anterior.

Na noite da quarta-feira 15, o nível do São Gonçalo ultrapassou a marca histórica da enchente de 1941, que foi de 2,88 metros. Alcançou 2,89 metros e continua a subir até alcançar 3 metros na madrugada desta quinta-feira.

As enchentes estão próximas do pico nas cidades do Sul do Estado, mas os níveis de água devem variar nos próximos dias, influenciados pela direção e velocidade do vento | Foto: Reprodução/MetSul Meteorologia
As enchentes estão próximas do pico nas cidades do sul do Estado, mas os níveis de água devem variar nos próximos dias, influenciados pela direção e velocidade do vento | Foto: Reprodução/MetSul Meteorologia

A MetSul Meteorologia já havia previsto que a inundação no Canal São Gonçalo faria com que as lagoas Mirim e dos Patos parecessem conectadas nas imagens de satélite, o que de fato aconteceu.

“O agravamento rápido da enchente não é surpreendente”, informou o site. “Com o forte vento do quadrante Sul entre segunda e terça, houve retenção da onda de vazão. Quando o vento mudou, a grande quantidade de água voltou a fluir para as áreas da margem Sul da lagoa.”

Mais mudanças no mapa à vista

As enchentes estão próximas do pico nas cidades do sul do Estado, mas os níveis de água devem variar nos próximos dias, influenciados pela direção e pela velocidade do vento.

A situação pode melhorar ou piorar conforme as condições climáticas. Apesar das variações esperadas, as inundações devem persistir por semanas, especialmente porque o nível do Guaíba em Porto Alegre, embora em declínio, ainda está muito alto.

Uma imagem de satélite em alta resolução da Nasa, capturada ontem à tarde, mostra as mudanças significativas na paisagem do centro-sul do Estado. Há rios com transbordamento e áreas inundadas, principalmente por causa da cheia da lagoa e dos rios que deságuam no Guaíba.

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3 comentários
  1. Regtor
    Regtor

    RS está com uma oportunidade.
    Replanejamento total do Estado.
    Transformar o limão em limonada.
    Aproveitarão?

  2. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    A influência dios ventos se dá até apenas a poucos centímetros da superfície. Abaixo disso a vazão pouco ou nem se altera se altera por efeito das correntes vento contrárias. A diferença de densidade desses dois fluidos á enorme, cerca de 816 vezes da água em relação ao ar. Além do mais, esses ventos mudam de direção a toda hora, então é algo imprevisível, meus caros. O que parece estar acontecendo aí. é simplesmente o assioreamento dos cursos d’água no interior do estado e também da lagoa dos patos que deve estar em situação precária, acredito. E isso é falta de gestão que estão tentando esconder e culpar as correntes de ar e talvez até o Bolsonaro também..

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