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Brasil

Entenda a onda de calor que provoca recordes e alerta laranja no país

Fenômeno mantém temperaturas até 5 °C acima da média em nove Estados e eleva riscos à saúde pública

Dia de Natal no Rio de Janeiro deve ter temperatura de 34° C | Foto: Reprodução/X
Rio de Janeiro é um dos Estados sob alerta de calor intenso | Foto: | Foto: Reprodução/X

Uma onda de calor intensa e persistente vem castigando o Centro-Sul do Brasil neste fim de dezembro, colocando nove Estados sob alerta laranja por risco de calor extremo. O fenômeno já provocou recordes históricos de temperatura e acendeu o sinal de alerta das autoridades de saúde, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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Desde o início da semana, uma massa de ar quente e seco se intensificou sobre as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste. O principal fator é a atuação de um bloqueio atmosférico associado à Alta Subtropical do Atlântico Sul, sistema que impede a entrada de frentes frias e mantém o ar quente “preso” sobre o continente por vários dias consecutivos.

Esse bloqueio faz com que as temperaturas permaneçam elevadas tanto durante o dia quanto à noite, reduzindo o resfriamento natural e prolongando o desconforto térmico.

Onda de calor

Meteorologistas classificam como onda de calor o período em que os termômetros registram temperaturas ao menos 5° C acima da média histórica por cinco dias seguidos. No atual episódio, esse critério vem sendo amplamente superado em diversas regiões, o que explica o nível elevado de alerta emitido pelo Inmet.

Em São Paulo, a capital registrou 35,9 °C no dia 25 de dezembro, recorde para o mês. No Rio de Janeiro, os termômetros chegaram a 41 °C, levando a prefeitura a decretar nível 3 de alerta em uma escala que vai até 5.

Diferenças regionais

O efeito da onda de calor varia conforme a região. No Sudeste, áreas afastadas do litoral sofrem mais devido à menor influência da brisa marítima. No Centro-Oeste, o calor intenso é parcialmente interrompido por pancadas isoladas de chuva, que elevam a sensação de abafamento. No Sul, especialmente entre Paraná e Santa Catarina, o pico ocorreu no período do Natal, com previsão de alívio gradual.

No Norte e Nordeste, embora fora da área principal do fenômeno, o interior também registra calor elevado, enquanto o litoral se mantém mais ameno por causa da ventilação oceânica.

Riscos à saúde e quando buscar ajuda

O calor extremo aumenta o risco de desidratação, exaustão térmica e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias, especialmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. A recomendação é a hidratação constante, evitar exposição ao sol nos horários mais quentes e buscar ambientes ventilados.

A previsão indica que o calor deve persistir até domingo, 28, quando mudanças no padrão atmosférico podem permitir o retorno das chuvas e a redução gradual das temperaturas em parte do Centro-Sul. Até lá, o episódio reforça um alerta recorrente: ondas de calor estão se tornando mais frequentes, intensas e duradouras no Brasil.

+ Inmet emite alerta para onda de calor intensa em 8 Estados

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