Estudante aprovada na USP é proibida de iniciar curso por ter adotado homeschooling

Elisa de Oliveira Flemer, que aderiu ao método de ensino fora do regime tradicional, iniciaria curso de engenharia
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A estudante foi impedida pela Justiça de ingressar na USP
A estudante foi impedida pela Justiça de ingressar na USP | Foto: Divulgação

A Justiça proibiu Elisa de Oliveira Flemer, aprovada no curso de engenharia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), de ingressar na faculdade e iniciar os estudos. Motivo? Aos 17 anos, a jovem trocou o ensino médio na escola para estudar por conta própria, em casa. É o chamado homeschooling, modalidade de ensino que busca ensinar pessoas fora do regime tradicional.

Elisa estuda seis horas por dia, seguindo um método próprio. Ela não frequenta a escola desde 2018, época em que estava no primeiro ano do ensino médio. “Aprendia a matéria lendo a apostila minutos antes da aula”, diz a estudante. “Fazia a lição ali, em 20 minutos, e ficava o resto da aula lendo, divagando, escrevendo, desenhando”, explica. Elisa descobriu o homeschooling pela internet, em sites em inglês, e diz ter se apaixonado pela ideia.

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A jovem passou em vestibulares de faculdades privadas, tirou quase mil na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e, recentemente, conquistou o 5º lugar no curso de engenharia civil da Escola Politécnica da USP, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), informa o portal G1. Entretanto, por não ter completado o ensino médio em escola tradicional e não ter diploma, a estudante não pôde entrar na faculdade.

Elisa e sua família recorreram à Justiça e, em outubro de 2020, o Ministério Público foi favorável a conceder liminar e permitir o ingresso da estudante na faculdade. A promotora Maria do Carmo Purcini considerou que a jovem é portadora do espectro autista e tem excepcional desempenho. O pedido de liminar para que ela entrasse na faculdade, no entanto, foi negado.

Segundo a juíza Erna Tecla Maria, o homeschooling não está previsto na legislação e, portanto, não pode ser admitido como método de ensino apto para certificar estudantes.

Leia também: “Projeto de ‘homeschooling’ avança na Câmara”

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