Estudo da Pfizer analisa impacto da vacinação em cidade do Paraná

4,5 mil voluntários vão participar da pesquisa
-Publicidade-
98% dos moradores já receberam a primeira dose da vacina e 56% estão completamente imunizados
98% dos moradores já receberam a primeira dose da vacina e 56% estão completamente imunizados | Foto: Fabio Ulsenheimer/Divulgação

Os moradores da cidade de Toledo, no Paraná, vão fazer parte de um estudo de efetividade da vacina da Pfizer contra a covid-19.

O objetivo é analisar a transmissão do coronavírus em um “cenário da vida real” com os moradores completamente vacinados. “A iniciativa é a primeira e única deste tipo a ser realizada com colaboração da farmacêutica em um país em desenvolvimento”, informou a empresa, na quarta-feira 6.

O município possui 143 mil habitantes e todas as pessoas com mais de 12 anos vão receber o imunizante. De acordo com a prefeitura, até o momento 98% da população já tomou a primeira dose — 56% estão com o ciclo de imunização completo.

-Publicidade-

O estudo observacional também dará a oportunidade de fazer monitoramento de longo prazo dos participantes, analisando a duração da proteção da vacina a novas variantes do vírus.

“Esta pesquisa tem o potencial de trazer respostas para algumas dúvidas que ainda temos sobre o novo coronavírus. A tecnologia inovadora utilizada em cada dose é algo que já vinha sendo aprimorada ao longo dos anos e o processo foi acelerado em virtude da pandemia”, disse a médica da Pfizer Brasil, Júlia Spinardi.

A pesquisa recebe o apoio do Programa Nacional de Imunizações e será realizada em parceria com o Hospital Moinhos de Ventos de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e a Universidade Federal do Paraná.

Estudo

Serão recrutados 4,5 mil voluntários, inclusive, aqueles que procurarem as unidades de saúde com sintomas da gripo. Eles serão divididos em dois grupos: 1) “Caso”, com as pessoas que testaram positivo para o coronavírus; 2) “Controle”, composto daqueles que testaram negativo.

O objetivo é reunir 1,5 mil pessoas no grupo “caso”, que serão acompanhadas por 12 meses. “A partir disso, vamos avaliar o impacto da vacinação em massa em desfechos relevantes e em um contexto de alta prevalência de variantes preocupantes, como a gama e delta’, explicou o coordenador do estudo, Regis Goulart Rosa. “Isso vai ajudar a desenvolver políticas de imunização baseadas em evidências locais e de alta qualidade.”

Leia mais: “Vacina da Pfizer evita internações em 90% dos casos, mostra estudo”

-Publicidade-
* O espaço para comentários é destinado ao debate saudável de ideias. Não serão aceitas postagens com expressões inapropriadas ou agressões pessoais.

Envie um comentário

Conteúdo exclusivo para assinantes.

Seja nosso assinante!
Tenha acesso ilimitado a todo conteúdo por apenas R$ 19,90 mensais.

Revista OESTE, a primeira plataforma de conteúdo cem por cento
comprometida com a defesa do capitalismo e do livre mercado.

Meios de pagamento
Site seguro
Seja nosso assinante!

Reportagens e artigos exclusivos produzidos pela melhor equipe de jornalistas do Brasil.