O ex-CEO da Hurb, João Ricardo Rangel Mendes, foi preso na noite desta segunda-feira, 5, no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no litoral do Ceará, sob suspeita de uso de documento falso. A informação foi confirmada à emissora CNN na manhã desta terça-feira, 6.
Mendes já havia sido preso em abril de 2025, por furtar obras de arte de um hotel de luxo e de um escritório de arquitetura na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. As investigações revelaram dois furtos distintos: um em um hotel de alto padrão e outro em um escritório localizado em um shopping do mesmo bairro. À época, o ex-CEO tinha 44 anos.
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O criminoso é o fundador da plataforma de viagens Hurb — anteriormente chamada Hotel Urbano —, criada em janeiro de 2011. A trajetória dele à frente da empresa foi marcada por controvérsias, que culminaram na renúncia ao cargo de CEO em abril de 2023.

A renúncia ocorreu em meio a uma crise de imagem da Hurb, com uma onda de reclamações de clientes por cancelamentos de reservas e sinais de problemas financeiros. A situação se agravou diante da divulgação de vídeos e prints nas redes sociais que mostravam Mendes insultando consumidores e ameaçando expor dados pessoais de clientes insatisfeitos.
Em carta de renúncia, Mendes reconheceu erros e afirmou que o afastamento tinha como objetivo separar sua imagem pessoal da empresa. No texto, mencionou a morte de sua mãe como um fator que teria contribuído para seu comportamento.
Fundador da Hurb não atendeu a convocação para depor em CPI
Antes de fundar a Hurb, Mendes teve outros empreendimentos, como uma barraca de bebidas na praia, e chegou a ingressar no curso de Direito, que não concluiu. Ele e a empresa também foram convocados a depor na CPI das Pirâmides Financeiras, em meio a acusações de uso do dinheiro de clientes como capital de giro e de descumprimento de contratos. Ninguém compareceu à sessão inicial.

Em abril de 2023, o Ministério do Turismo cancelou o cadastro da Hurb no Cadastur, o que impediu a empresa de operar no setor. A decisão foi motivada por denúncias de descumprimento contratual e pelo elevado volume de reclamações nas esferas administrativa e judicial.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) determinou que a empresa apresentasse informações detalhadas sobre sua situação financeira, incluindo contratos pendentes e valores devidos aos clientes. Segundo o órgão, a atuação da Hurb tornou-se inviável do ponto de vista operacional, técnico e financeiro após um ano de tentativas de acordo.
Em nota, a Hurb afirmou ter sido surpreendida pela decisão do Ministério do Turismo, a qual classificou como “mais política do que técnica”, e acusou a Senacon de abandonar as negociações. Atualmente, o site da empresa está fora do ar.
Se for mexer mais descobrirá que o meliante tinha ligações com PT, PSOL e PCC.
Com certeza…!