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A Justiça de São Paulo bloqueou as contas bancárias do empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, e de sua avó, Célia Fátima de Ferreira, de 77 anos, além de três ex-sócios da fintech Naskar Gestão de Ativos Ltda., investigada por um suposto esquema que causou prejuízo superior a R$ 900 milhões a cerca de 3 mil investidores. A decisão, do juiz Nelson Jorge Júnior, visa assegurar os recursos de um investidor que acionou a Justiça.
A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio das contas bancárias do empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, comprador da fintech Naskar Gestão de Ativos Ltda., de sua avó, Célia Fátima de Ferreira, de 77 anos, dos três ex-sócios da empresa e de outras companhias ligadas ao grupo.
A decisão, assinada pelo juiz Nelson Jorge Júnior, da 13ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), tem caráter de urgência e busca assegurar os recursos de um investidor que acionou a Justiça enquanto os processos seguem em tramitação. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
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Segundo o magistrado, havia risco de que o autor da ação não conseguisse reaver os valores aplicados na Naskar. A fintech é investigada por um suposto esquema que teria causado prejuízo superior a R$ 900 milhões a cerca de 3 mil investidores em todo o país.
Além de Douglas e de sua avó, tiveram as contas bloqueadas os ex-sócios Marcelo Liranco Arantes, Rogério Vieira e José Maurício Volpato. O trio foi preso na quarta-feira 22, durante operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que apura a suposta fraude.
Também foram alcançadas pela decisão judicial empresas ligadas ao grupo.
José Maurício Volpato, conhecido como Maurício Jahu, é ex-jogador da Seleção Brasileira de Vôlei e trabalhou por duas décadas como apresentador da ESPN Brasil. Rogério Vieira e Marcelo Liranco Arantes figuram em registros empresariais relacionados à Naskar e a companhias do setor financeiro.
Douglas assumiu o controle da Naskar depois que vieram a público as dificuldades enfrentadas pela empresa. Cerca de um mês mais tarde, transferiu a propriedade da fintech para sua avó, Célia Fátima de Ferreira, moradora de Uberlândia (MG), que também aparece como sócia de outras empresas ligadas ao neto.

Naskar prometia rentabilidade acima da de mercado
A investigação da PCDF sustenta que a Naskar captava recursos ao oferecer rentabilidade de 2% ao mês, índice superior ao praticado pelo mercado. A empresa operou por aproximadamente 13 anos, mas interrompeu, em maio deste ano, o pagamento dos rendimentos prometidos aos investidores.
Na sequência, clientes passaram a relatar dificuldades para contatar os responsáveis pela fintech. Dias depois, o aplicativo da empresa saiu do ar. A Naskar teve sede no Distrito Federal e, posteriormente, passou a operar em um endereço fixo em São Paulo.
O bloqueio determinado contra Douglas alcançou R$ 75 milhões. A decisão foi proferida na última terça-feira, 21, um dia antes da prisão dos ex-sócios. De acordo com o Metrópoles, Douglas viajou para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na semana passada. Em suas redes sociais, ele afirma estar “de férias”.
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