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Ex-sócio de Domingos Brazão vence licitação da Prefeitura do Rio de Janeiro

O antigo dono do posto de combustíveis está preso desde o ano passado

Por seis anos, a Prefeitura do Rio de Janeiro manteve um acordo precário com o antigo dono do Posto Mega | Foto: Google/José Oliveto
Por seis anos, a Prefeitura do Rio de Janeiro manteve um acordo precário com o antigo dono do Posto Mega | Foto: Google/José Oliveto

O ex-sócio de Domingos Brazão, Leonardo Freire, venceu a concessão de um posto de combustível localizado em um terreno da Prefeitura do Rio de Janeiro, na zona portuária da cidade.

A gestão do prefeito Eduardo Paes (PSD) encerrou o acordo com Cléber Oliveira da Silva, condenado por integrar uma milícia. Brazão está preso sob suspeita de envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco (Psol).

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Freire foi o único participante da licitação pública para a concessão da área, realizada no final do ano passado. A defesa de Cléber Oliveira classificou as investigações atuais como “fantasiosas”.

Cleber Oliveira da Silva
Cleber Oliveira da Silva, antigo dono do Posto Mega | Foto: Reprodução/TV Globo

O terreno está situado em uma região movimentada da zona portuária, próximo à Rodoviária Novo Rio. A área pertencia à Companhia Docas e foi desapropriada pelo município em 2016, como parte do projeto de revitalização da área. No entanto, apenas em 2022 a área foi regularizada e incorporada ao capital da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), responsável pelo projeto.

Posto no Rio de Janeiro mantinha acordo precário com a prefeitura

Por seis anos, a Prefeitura do Rio de Janeiro manteve um acordo precário com o antigo dono do Posto Mega, com o município recebendo cerca de R$ 40 mil mensais. O dono da empresa já havia sido preso anteriormente sob suspeita de integrar uma milícia atuante na zona oeste da cidade.

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Depois de mudanças no projeto de revitalização da zona portuária, a prefeitura iniciou contatos com o Posto Mega para regularizar a cessão do terreno. A iniciativa culminou na abertura de uma licitação pública para a concessão da área. Mesmo com débitos de R$ 60 mil de IPTU de outro posto de sua propriedade, Freire se habilitou e venceu o processo.

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A CCPar afirmou que o processo licitatório seguiu as normas estabelecidas. O valor resultou no dobro da arrecadação anterior para o município. O prazo para a empresa de Cléber deixar o local é até próxima quinta-feira, 11.

Leonardo Freire negou interferência da família Brazão na gestão do posto e garantiu que a licitação foi transparente e aberta a todos os interessados.

O advogado de Cléber afirmou que seu cliente administra a empresa no Rio de Janeiro há anos, com o cumprimento de todas as obrigações sem irregularidade. Ele destacou que a condenação por associação a grupo paramilitar se refere a fatos antigos.

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