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Fiocruz aponta aumento na ocupação dos leitos de UTI

Segundo a fundação, as taxas cresceram à medida que a variante Ômicron começou a circular no país
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Sede na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro
Sede na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro | Foto: André Az /Fiocruz

A disponibilidade de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados à covid-19 sofreu uma queda expressiva no segundo semestre de 2021, quando o quadro da pandemia no país teve uma grande melhora.

Entretanto, o momento atual, por conta da circulação da variante Ômicron, “desenha um novo cenário”. A informação está no boletim publicado na sexta-feira 7 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Segundo o documento, as taxas passam a refletir, em muitos Estados, também a ocupação de leitos por outras causas como a influenza, embora ainda predomine a covid-19. Por outro lado, também tem se observado importantes mudanças no número de leitos de UTI direcionados à covid-19, com regiões ainda apresentando retiradas significativas de leitos.

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Dados relativos a 5 de janeiro deste ano e comparados com 20 de dezembro mostram aumentos relevantes no número de pacientes adultos internados em leitos de UTI covid no Sistema Único de Saúde em quase todos os Estados brasileiros.

Confira o aumento na taxa de ocupação dos leitos de UTI:

  • Tocantins (23% para 62%)
  • Piauí (47% para 52%)
  • Pernambuco (56% para 79%)
  • Alagoas (20% para 68%)
  • Bahia (53% para 57%)
  • Espírito Santos (41% para 50%)
  • São Paulo (20% para 28%)
  • Mato Grosso (33% para 40%)
  • Goiás (28% para 49%)

A situação é ainda pior se considerarmos as capitais, algumas delas registrando taxas críticas de ocupação: Fortaleza (85%), Maceió (85%) e Goiânia (97%). Outras, estão na zona de alerta intermediário, de acordo com o boletim: Palmas (66%), Salvador (62%) e Belo Horizonte (73%).

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6 comentários Ver comentários

  1. Realmente é muito difícil interpretar esses números devido a dinâmica da alocação de leitos de UTI para COVID.

    O que se pode interpretar com alguma segurança, é o número de mortes associados à COVID, que continua em queda apesar do aumento do contágio.

    Esse aumento de contágio pode estar refletindo, no Brasil, o aumento da testagem, mas, em geral, tem sido associado à variante Ômicron, que é considerada muito contagiosa.

    Acho que o número de mortes é o único que permite interpretação segura. Este vem caindo de forma bem consistente com a cobertura vacinal e com uma provável imunidade natural por contágio.

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