publicidade
Brasil

Fotógrafo registra nuvem colorida em Foz do Iguaçu

Imagens de Roberto Lemos mostram fenômeno relativamente raro que é conhecido como 'nuvem iridescente'

nuvem colorida foz do iguaçu | O fenômeno se manifesta pela refração dos raios solares na nuvem | Foto: Roberto Lemos/Arquivo pessoal
O fenômeno se manifesta pela refração dos raios solares na nuvem | Foto: Roberto Lemos/Arquivo pessoal

O fotógrafo Roberto Lemos registrou uma nuvem colorida no céu de Foz do Iguaçu, região oeste do Paraná, por volta das 18h da quinta-feira 30. O fenômeno relativamente raro é conhecido como “nuvem iridescente”.

Segundo o meteorologista Lizandro Jacobsen, do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o fenômeno é a refração dos raios solares na nuvem. Os raios passam por cristais de gelo e “colorem” a nuvem.

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias sobre Brasil em Oeste

“Quanto mais alto, mais frio é”, explicou Jacobsen. “A gente chama as nuvens das camadas mais altas de nuvens do tipo cirrus”. Ele disse que é muito difícil observar o fenômeno, porque geralmente é “muito rápido”.

Leia também: “Tornado causa danos no interior de Santa Catarina; veja o vídeo

Lemos contou que essa foi a primeira vez que viu a “nuvem iridescente”. Por isso, decidiu registrar o momento. Ele já tinha visto um outro fenômeno parecido, chamado halo solar — um anel de luz que pode rodear o Sol ou outros corpos celestes. 

“Tive sorte”, contou o fotógrafo. “Saí mais cedo do trabalho para buscar minha filha na escola e, no caminho para casa, vi que tinha algo acontecendo. Assim que cheguei em casa, peguei a câmera e registrei.”

Nem todas as pessoas puderam observar a nuvem colorida em Foz do Iguaçu

novem colorida roberto lemos
Os raios passam por cristais de gelo e ‘colorem’ a nuvem | Foto: Roberto Lemos/Arquivo pessoal

O Coordenador do Simepar, Marco Antonio Jusevicius, explicou que não há uma característica climática específica para ocorrer o fenômeno. Além disso, ele conta que nem todas as pessoas que estavam na região puderam ver as nuvens coloridas, porque, para visualizar o fenômeno, o espectador deve estar em locais específicos da Terra.

“Comum não é”, disse Jusevicius. “É uma situação muito específica da incidência da luz solar em nuvens tipo cirrus. Foi um momento desses que o observador captou. Não tem nenhum significado especial para a meteorologia, além do belo espetáculo que proporciona.”

Leia mais: “Fotógrafo explica como produziu icônica foto de eclipse solar”

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade