A Fundação Nacional do Índio (Funai) investiu quase R$ 700 milhões em programas de fiscalização em terras indígenas ao longo de 2021. É o maior orçamento em 14 anos e representa o dobro dos valores de 2008.
As ações de fiscalização envolvem atividades como extração ilegal de madeira, atividade de garimpo, caça e pesca predatórias. Por meio de nota, a Funai informou as contratações de servidores temporários com o intuito de fortalecer os trabalhos em terras indígenas chegaram a 640 vagas. O investimento dessa mão de obra subiu de R$ 45 mil, em 2018, para R$ 1,5 milhão em 2021.
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Mais de 30 grandes ações de fiscalização para proteção de terras indígenas foram realizadas nos últimos três anos. As operações contaram com diferentes parceiros. Entre eles, o Exército, Polícia Federal, Força Nacional, Ibama e ICMBio.
No Vale do Javari, por exemplo, o investimento da Funai para fiscalização subiu de pouco menos de R$ 5 milhões, de 2016 a 2018, para R$ 10 milhões nos últimos três anos. A região absorve aproximadamente 16% dos contratos temporários de servidores para a Amazônia Legal.
Além disso, o governo multiplicou por seis os recursos com proteção étnica no Vale do Javari. O montante era de R$ 200 mil, em 2018, e partiu para R$ 1,2 milhão no ano passado.
Em parceria com a Funai, também houve ampliação em tratamentos médicos para indígenas de todo o país. Desde que o governo do presidente Jair Bolsonaro tomou posse em 2019, foram 43 milhões de consultas. Entre 2014 e 2018, a quantia registrada não chegou à metade: cerca de 20 milhões.
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