publicidade
Brasil

Fundação Saúde recebeu R$ 16,5 mi sem licitação de empresas de delegado

Eduardo Clementino de Freitas é investigado por fraudes em contratos com órgão de gestão da saúde pública do Rio de Janeiro

Eduardo Clementino de Freitas foi alvo de uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro contra fraudes em licitação | Foto: Reprodução/Google Maps
Eduardo Clementino de Freitas foi alvo de uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro contra fraudes em licitação | Foto: Reprodução/Google Maps

A Fundação Saúde recebeu mais de R$ 16,5 milhões em contratos sem licitação de empresas pertencentes a um dos delegados investigados por fraudes contratuais no Rio de Janeiro.

Eduardo Clementino de Freitas foi alvo de uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) nesta terça-feira, 26. A Fundação Estadual de Saúde, responsável pela gestão do sistema público de saúde do Estado, é vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ).

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste

O delegado é sócio das empresas sob investigação: Vigdel Segurança e Vigilância e Vigdel Serviços Terceirizados, conforme informações do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União.

Entre 2022 e 2023, essas empresas firmaram ao menos seis contratos com o governo do Rio de Janeiro, todos sem licitação, totalizando aproximadamente R$ 16.642.325.

A Vigdel Segurança e Vigilância assinou três contratos no valor de cerca de R$ 5.768.262. Já a Vigdel Serviços Terceirizados celebrou outros três acordos que somam aproximadamente R$ 10.874.063.

Leia também: “Concessão da Rodovia Nova Raposo recebe 4 propostas em leilão”

Todos os contratos foram firmados com dispensa de licitação, conforme o artigo 24, inciso IV, da Lei 8.666/93, que permite a contratação direta em situações emergenciais ou de calamidade pública:

“Nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos”, diz o artigo.

Os contratos tinham duração de seis meses e eram destinados à prestação dos seguintes serviços:

  • Vigilância patrimonial desarmada;
  • Vigilância patrimonial armada;
  • Apoio operacional e administrativo.

Leia também: “Funcionários que fraudavam licitações são alvo de operação em 8 Estados”

Investigação por fraude em licitação

Os delegados Allan Turnowski e Eduardo Clementino de Freitas estão sendo investigados por suspeitas de fraudes em contratos com a Fundação Saúde.

Turnowski, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, responde a processo por formação de organização criminosa, acusado de apoiar o bicheiro Fernando Iggnácio, assassinado em 2020.

O Ministério Público apura crimes de organização criminosa e direcionamento de contratos públicos em benefício das empresas Vigdel Vigilância e Segurança e Vigdel Serviços Terceirizados.

Leia também: “Fundação Saúde, no Rio, tem a maioria das contratações feitas sem licitação”

Os contratos sob investigação incluem serviços prestados em unidades como o Hospital Heloneida Studart, o Hospital Estadual da Mãe e o Centro Estadual de Diagnóstico por Imagem (Cedi – Rio Imagem), entre 2021 e 2022.

Segundo o MPRJ, há indícios de que servidores públicos e outros envolvidos tenham se beneficiado indiretamente dos recursos desviados. Durante a operação, foram apreendidos mais de R$ 66 mil em dois endereços, localizados na Barra da Tijuca e em Copacabana.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde informou que a Fundação Saúde está cooperando com as investigações.

Leia também: “Justiça do Paraná suspende licitação bilionária do governo de Ratinho Júnior”

“A Fundação Saúde está aguardando os detalhes sobre a operação desencadeada pelo Ministério Público, com apoio da Polícia Civil”, diz o texto. “A Fundação está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.”

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Alcindo De Azevedo Barbosa Junior
    Alcindo De Azevedo Barbosa Junior

    O título está errado, a Fundação pagou para as empresas do delegado. O que está havendo com a Revista Oeste?

  2. Aluísio Cláudio Mentor Neves de Couto Melo Junior
    Aluísio Cláudio Mentor Neves de Couto Melo Junior

    Do jeito que a manchete está parece que o empresário deu dinheiro. Mas lendo o texto entendesse que recebeu de forma lícita e que agora querem transformar em ilícita. Digo isso pois o Rio de Janeiro vive uma calamidade contínua (endêmica).

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade