publicidade
Brasil

Fundo Constitucional do Distrito Federal bate R$ 16 bilhões

A verba extra e exclusiva é bancada pelo restante da União

Fundo Constitucional do Distrito Federal
Foto: Reprodução/Flickr

O Fundo Constitucional do Distrito Federal deve somar R$ 16 bilhões aos cofres do governo distrital em 2022. A verba adicional foi estipulada pela Constituição de 1988. Ela começou a ser paga na Presidência de Fernando Henrique Cardoso, em 2002.

Apenas o Distrito Federal recebe o fôlego extra. Assim, a conta é paga pelos Estados e municípios. O valor é reajustado anualmente, conforme a receita da União. A quantia repassada em 2002 se aproximou de R$ 3 bilhões. Dez anos depois, em 2012, a verba anual já havia chegado a R$ 10 bilhões.

Receba nossas atualizações

Somando o valor pago em 2022, o orçamento distrital deve passar de R$ 32,3 bilhões para R$ 48,5 bilhões. Desse modo, R$ 1 em cada R$ 3 gastos pelo governo de Brasília são bancados pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal.

Com a verba adicional, o orçamento deste ano da capital é pouco maior que R$ 15 mil por habitante. Mensalmente são R$ 1,3 mil. Ou seja: corresponde a mais da metade da renda média mensal per capita local: R$ 2.460.

De acordo com levantamento do site Poder 360, o custeio dos salários e pensões absorve 86% de toda a verba do Fundo Constitucional do Distrito Federal. Menos de 1% do dinheiro é alocado em investimentos, o que equivale a cerca de R$ 100 milhões. E a segurança pública fica com a maior fatia: R$ 8,6 bilhões.

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. José Roberto Soares Batista
    José Roberto Soares Batista

    Os Estados têm que sustentar sim, pois o DF tem que garantir segurança pra políticos se seus estados, mobilidade e outras coisinhas mais para que vossas excelências exerçam “bem” os seus mandatos. Esse ônus é de toda federação.

  2. Osmar Maurilio Bogo
    Osmar Maurilio Bogo

    Apesar deste monte de dinheiro o DF é uma região que mete medo em tem que frequentar suas cidades satélites. A violência, a pobreza e outras mazelas sociais são a tônica. Infelizmente.

  3. Antonio Carlos Nobiling Schnitzlein
    Antonio Carlos Nobiling Schnitzlein

    Ou seja, 26 estados têm de ver diminuída a sua entrada para que BSB viva no luxo sem precisar cuidar adequadamente das cidades satélites onde a pobreza ainda é grande? O blá, blá, blá dos políticos é só para inglês ver, porque eles não entendem a razão e também não entendem o idioma mesmo. São essas coisas que precisam ser revistas: tem esse fundo, então não justifica a miséria que são essas cidades satélites.

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade