publicidade
Brasil

Golpes virtuais atingem mais de 80% dos idosos em São Paulo

Pesquisa aponta alta exposição digital e percepção de risco acima da média entre pessoas mais velhas

Os valores subtraídos mensalmente variam entre R$ 30 e R$ 90 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados se sentem vulneráveis no ambiente digital | Foto: Reprodução/Redes sociais

Um levantamento da Fundação Seade mostra que 82% dos idosos no Estado de São Paulo já foram alvo de golpes virtuais. As abordagens ocorrem por mensagens, e-mails ou ligações fraudulentas. O estudo ouviu 14 mil pessoas entre julho e setembro de 2025.

A pesquisa também mostra percepção elevada de risco entre idosos. Quase 70% afirmam se sentir vulneráveis no ambiente digital. O índice supera em 62% a média geral da população. Entre jovens de 18 a 29 anos, pouco mais de 50% relatam sensação semelhante.

Receba nossas atualizações

+ Notícias sobre Brasil em Oeste

Especialistas sugerem que a presença digital crescente ampliou a exposição desse público. O avanço ocorre junto da sofisticação dos golpes.

8 de janeiro câncer
Especialista em cibersegurança explica que não é apenas saber usar o celular, mas também identificar padrões dos criminosos| Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O CEO da Elytron CyberSecurity, João Brasio, atribui o aumento a fatores comportamentais e tecnológicos. Segundo ele, idosos ingressaram no ambiente digital em um estágio mais complexo. O grupo tende a confiar mais em comunicações formais.

Criminosos exploram esse padrão ao simular contatos de bancos, empresas ou familiares. A estratégia busca convencer a vítima sem necessidade de invasão técnica. O especialista afirma que segurança digital envolve comportamento. O usuário precisa reconhecer padrões de abordagem usados por golpistas.

Entre os métodos mais frequentes está a falsa central bancária. Criminosos ligam e usam linguagem técnica para solicitar dados ou transferências.

Outra prática comum envolve envio de links por SMS, e-mail ou aplicativos de mensagem. Os conteúdos simulam promoções ou avisos institucionais. As mensagens direcionam para páginas falsas, que capturam informações pessoais. O golpe depende da interação direta da vítima.

Leia também: “Operação mira criminosos que aplicavam golpes com nome da Havan”

Também aparece o golpe do “familiar em apuro”. O criminoso se passa por parente e solicita dinheiro com urgência. Os fraudadores utilizam fotos e nomes reais para reforçar a credibilidade. A pressão por rapidez dificulta a verificação das informações.

Especialistas recomendam cautela diante de contatos inesperados. O usuário deve evitar compartilhar senhas ou códigos recebidos por SMS.

A ativação de autenticação em dois fatores reforça a proteção. A verificação direta com bancos ou familiares reduz o risco de fraude.

Leia mais sobre:

1 comentário
  1. Carlos Augusto Olivé Malhadas
    Carlos Augusto Olivé Malhadas

    como se defender do governo, o maior golpista por meio do INSS?

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade