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Greve na USP: professores mantêm paralisação

Movimento é coordenado por estudantes dos centros acadêmicos e pelo DCE-Livre

Greve USP professores
Greve começou no dia 21 de setembro | Foto: Reprodução/Adusp

Em assembleia da Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) realizada na quinta 5, os professores da instituição decidiram manter a paralisação, alinhados aos estudantes grevistas.

O movimento foi iniciado por alunos no dia 21 de setembro, com a participação de centros acadêmicos e do DCE-Livre.

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Por que alguns professores e alunos da USP estão em greve?

Os grevistas pleiteam que a reitoria contrate mais professores, aumente o auxílio de permanência estudantil, melhore as estruturas na USP Leste, promova vestibular indígena e a valorização dos direitos estudantis.

Greve USP professores
Manifestantes fizeram passeata na Avenida Paulista | Foto: Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil

No que diz respeito à contratação de docentes, os estudantes exigem o retorno do gatilho automático para a sua contratação, o número mínimo de 1683 educadores para garantir o funcionamento dos cursos e o fim do edital de excelência ou mérito.

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Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a universidade perdeu 800 professores nos últimos dez anos.

A defasagem na reposição dos profissionais provocou um descompasso em relação à quantidade de alunos. Com isso, algumas faculdades precisaram aglutinar turmas e dispensar a oferta de disciplinas.

Na última semana, faculdades como Poli, Medicina e unidades da USP e outras cidades aderiram ao movimento.

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Os grevistas têm feito barricadas nas faculdades, controlado acesso e barrado a entrada de docentes no interior dos prédios. Eles alegam que esta é a única forma de impedir que a greve não seja desrespeitada.

Avanço das negociações

Em uma reunião realizada nesta quarta-feira, 4, entre a Reitoria da USP e uma comissão de dez integrantes de centros acadêmicos e do DCE-Livre, representantes da greve geral de estudantes, a diretoria da instituição se comprometeu a contratar 148 professores temporários em 45 dias.

O número equivale aos profissionais que se aposentaram no ano passado. As vagas se tornariam efetivas posteriormente.

Apesar do acordo, os estudantes resolveram prosseguir com a paralisação, porque outras pautas não foram atendidas.

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Uma nova reunião entre eles e a reitoria está marcada para a próxima segunda-feira, 9.

A Adusp reconheceu o avanço nas negociações, mas também argumenta que podem progredir mais. Eles divulgaram que vão acompanhar a decisão dos estudantes.

Movimento não representa todos professores e estudantes

Ontem, docentes da Faculdade de Direito do Largo São Francisco divulgaram uma carta aberta, na qual declaram a impossibilidade de continuar negociando com os estudantes.

Por isso, promoverão a volta às aulas no formato on-line.

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O ex-presidente do centro acadêmico do Largo São Francisco e professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA) Eugênio Bucci também se posicionou contra a continuidade da paralisação em artigo publicado no Estadão.

Para Bucci, as reivindicações dos grevistas já foram atendidas com a contratação de mais professores e aumento das bolsas para estudantes vulneráveis.

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5 comentários
  1. Rosangela J . Dias
    Rosangela J . Dias

    Os estudantes grevistas não sabem a diferença entre inteligência e sabedoria. O desrespeito ao dinheiro do povo brasileiro é um exemplo de estupidez.

  2. Vanessa Días da Silva
    Vanessa Días da Silva

    Estudante fazer greve é o fim. É a geração mais inútil da história. Duvido que trabalhem, agora nem querem estudar. São uns vagabundos. Fico imaginado esses trastes no mercado de trabalho. Os serviços vão ficar cada vez piores

  3. Celso Ricardo Kfouri Caetano
    Celso Ricardo Kfouri Caetano

    Estudo de graça, exigência de acomodação etc, etc e ainda fazem greve, é o fim da picada. È isso que temos nas Universidades públicas é claro com a devida ressalva, pois deve haver uma minoria mais consciente. Eu não conheço bem a política educacional em outros países, mas creio que poucos oferecem estudo de graça. Sei por exemplo que nos EUA estudar é caríssimo. Assim, no meu ponto de vista o governo deveria era fechar essas instituições, mandar os professores que não ganham pouco procurar emprego em outro lugar e os estudantes trabalhar 8/9 horas dia e enfrentar a faculdade a noite pagando obviamente a devida mensalidade. Foi assim que estudei e também milhares de pessoas estudaram e estudam e nunca passou pela cabeça fazer greve. Com o dinheiro economizado investir na Saúde, na educação básica, escolas técnicas etc. Infelizmente me entristece ter que fazer esse tipo de comentário mas a situação pede.

  4. Christian
    Christian

    Em uma Universidade Pública ter greve de estudantes, é o Ó…!

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