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Henry Borel: Justiça do Rio mantém prisão de Monique Medeiros

O juiz Otávio Hueb validou decisão do STF e autorizou avaliação clínica antes da transferência

Monique Medeiros Henry Borel STF
Gilmar Mendes determinou o retorno de Monique Medeiros à prisão na última sexta-feira, 17 | Foto: Arquivo/Agência Brasil

A Justiça do Rio de Janeiro manteve a prisão de Monique Medeiros durante audiência de custódia nesta segunda-feira, 20. A ré responde pela morte do filho, Henry Borel Medeiros. Ela se apresentou à polícia no mesmo dia.

O juiz Otávio Hueb Festa confirmou a detenção. Atendendo a um pedido da defesa, ele também determinou avaliação médica antes da transferência ao sistema prisional. Segundo os advogados, a ré faz uso diário de antidepressivos.

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O Ministério Público defendeu a manutenção da prisão. O órgão alegou que decisão superior impede revisão na custódia.

Decisão do Supremo

Na manhã desta segunda-feira, Monique se apresentou à 34ª Delegacia de Polícia, em Bangu, zona norte carioca. A medida ocorreu três dias depois de decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Decano do STF, Gilmar Mendes determinou o retorno dela à prisão na última sexta-feira, 17. No sábado 18, o ministro rejeitou novo recurso da defesa.

Leia também: “Mãe de Henry Borel se entrega à polícia no Rio

No início da tarde, a ré deixou a delegacia. Em seguida, seguiu para a penitenciária de Benfica, unidade de entrada do sistema prisional.

A 2ª Vara Criminal revogou a prisão em 23 de março. A decisão citou demora injustificada para o julgamento. Na ocasião, o júri foi interrompido quando a defesa do ex-deputado Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, abandonou o plenário.

A Justiça manteve a prisão de Jairinho. Já Monique obteve liberdade naquele momento.

Gilmar, entretanto, afirmou que a detenção não compromete a ampla defesa. Segundo ele, a ré pode se preparar para julgamento mesmo presa.

O caso Henry Borel

Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morreu em 8 de março de 2021. Perícia indicaram hemorragia interna e laceração hepática como causas.

Henry Borel laudo
Laudo pericial descartou possibilidade de acidente doméstico no caso Henry Borel I Foto: Reprodução/YoTtube

Na época, Monique e Jairinho alegaram que o menino teria caído da cama. No entanto, o Ministério Público atribui a morte a agressões do ex-deputado e à omissão da mãe.

A juíza Elizabeth Machado Louro remarcou o julgamento do caso para 25 de maio.

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