publicidade
Brasil

Igreja Católica e Conselho de Medicina se unem contra assistolia fetal

Entidades afirmam que procedimento provoca sofrimento e fere a dignidade da vida

Aborto bebê
Para as entidades, a prática é ‘desumana, dolorosa e desproporcional’ | Foto: Reprodução/Freepik

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiram nesta quinta-feira, 14, um posicionamento contra a legitimação da assistolia fetal no país.

A manifestação ocorre no contexto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n° 1.141, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

Receba nossas atualizações

+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste

Para as entidades, a prática é “desumana, dolorosa e desproporcional”. CNBB e CFM argumentam que o procedimento causa sofrimento físico ao bebê e afronta o “princípio da dignidade humana, base do Estado Democrático de Direito”.

O procedimento consiste em injetar cloreto de potássio diretamente no coração do feto, o que provoca parada cardíaca. O CFM observa que a substância, usada em execuções de condenados à morte, não é autorizada para eutanásia de animais em diversos protocolos oficiais.

CNBB e CFM reafirmaram o compromisso de defender a vida desde a concepção até a morte natural, bem como a prática médica pautada pela ética e o direito à objeção de consciência. As entidades também ressaltam que o respeito aos limites da legislação é essencial para proteger os mais vulneráveis.

O CFM havia proibido a assistolia fetal por resolução, classificada como “avanço ético e posicionamento técnico responsável”. A medida reconhecia que a medicina possui fronteiras diante da vida humana em sua fase inicial. Em maio de 2024, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu a norma, e não há data para julgamento no STF.

Legislativo discute assistolia fetal

Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e outros 32 parlamentares apresentaram, na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei n° 1.904/24. A proposta estabelece pena de seis a 20 anos de prisão para quem realizar o procedimento depois das 22 semanas de gestação.

A punição seria equivalente à de homicídio simples. O texto recebeu urgência em 12 de junho, mas segue sem previsão de votação. No Senado, a Comissão de Direitos Humanos debateu o tema nesta quinta-feira.

+ Leia também: “‘Programa Mais Médicos fragilizou o SUS’, afirma presidente do CFM”

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu a proibição, elogiou o trabalho técnico do CFM e mencionou estudos usados como base para a resolução.

Ela ainda citou a repercussão do vídeo do youtuber Felca e destacou que a proteção infantil mobiliza mais do que o debate sobre o aborto. O senador Eduardo Girão (Novo-CE) lembrou relatos de profissionais que sofreram abalos psicológicos depois de realizar abortos. Ele afirmou que a morte do bebê não encerra o problema.

Leia mais sobre:

2 comentários
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Não foi o ditador careca nazista togado que liberou o aborto no Brasil recentemente?

  2. Plínio de Assis Tavares Junior
    Plínio de Assis Tavares Junior

    Graças a Deus,o domínio de Satanás está deixando a igreja e o CFM

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.