Investigação sobre vídeo de suposta orgia de Doria é arquivada

Decisão é do juiz Emílio Migliano Neto
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Governador de São Paulo, João Doria (PSDB)
Governador de São Paulo, João Doria (PSDB) | Foto/Reprodução: Flickr

O juiz Emílio Migliano Neto, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, confirmou o parecer do Ministério Público Eleitoral em São Paulo (MPE-SP) e determinou o arquivamento da investigação sobre o vídeo íntimo atribuído a João Doria (PSDB), governador de São Paulo, na campanha eleitoral de 2018.

Conforme noticiou o jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira, 15, o inquérito foi aberto em novembro do mesmo ano a pedido de Doria, que negou a veracidade da gravação e disse ter sido vítima de difamação. 

No pedido de arquivamento apresentado à Justiça na segunda-feira 14, o promotor eleitoral Luis Gabos afirmou que encerrou o inquérito porque, mesmo depois de três anos, não existem pistas sobre a autoria do vídeo, tampouco meios de investigação para encontrar o responsável pela divulgação do conteúdo.

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“Considerando que, mesmo depois de três anos de investigação, a autoria do vídeo permanece ignorada, promovo o arquivamento do inquérito policial”, informou um trecho do ofício do juiz eleitoral.

No documento, o promotor contrariou a equipe de criminalística da Superintendência da Polícia Federal de SP, que concluiu não haver sinais de adulteração no vídeo. Segundo o MPE, há “indícios de que as imagens do vídeo tenham sido alteradas ou montadas”, mas que não foi possível encontrar o responsável pela manipulação e divulgação da gravação.

No decorrer da investigação, foram ouvidos depoimentos de duas pessoas, que admitiram ter recebido o vídeo em um grupo de WhatsApp; do vereador Camilo Cristófaro (PSB), que apontou uma das mulheres que apareciam na gravação como assessora de um gabinete parlamentar; e também da própria funcionária parlamentar, que negou o envolvimento no vídeo.

A investigação também tentou cruzar as imagens do vídeo com fotos de redes sociais, para assim identificar as mulheres que aparecem na gravação. Contudo, a perícia concluiu que o vídeo não possui qualidade suficiente que permita uma análise.

Em nota divulgada recentemente, Doria disse ter sido vítima do “maior crime eleitoral já feito contra um candidato na história do Brasil” e chamou o vídeo de “fraude primária”.

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