O empresário João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da agência de viagens Hurb, teve uma nova ordem de prisão decretada pela Justiça do Rio de Janeiro depois de ser flagrado usando documento falso em Jericoacoara, no Ceará.
A decisão do juiz André Felipe Veras de Oliveira, da 32ª Vara Criminal, é uma resposta a um pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), que considerou a conduta um descumprimento das medidas cautelares impostas a Mendes desde sua liberdade provisória, em agosto de 2025.
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Funcionários e seguranças abordaram Mendes no Aeroporto Regional de Jericoacoara, na noite de segunda-feira 5, quando ele tentava embarcar para Guarulhos, em São Paulo.
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Durante a checagem, ficou comprovado que o documento apresentado era falso e a tornozeleira eletrônica que ele usava estava descarregada.
A polícia autuou Mendes por uso de documento falso e o encaminhou à Delegacia Regional de Acaraú.
Na audiência de custódia realizada na terça-feira 6, ele obteve liberdade provisória depois de um acordo com o Ministério Público, que, segundo a defesa, priorizou “o restabelecimento de sua saúde plena, com acompanhamento médico”.
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O juiz destacou que a concessão da liberdade, mesmo com restrições, não pode ser aproveitada como oportunidade para novos delitos.
“O deferimento de sua liberdade, ainda que com a imposição de medidas cautelares alternativas à prisão, não pode servir jamais como oportunidade para que ele pratique novos crimes; no caso, o de uso de documento falso”, afirmou o magistrado no despacho obtido pelo portal g1. “Tornou-se evidente, portanto, que a manutenção da liberdade do acusado gera risco concreto à ordem pública, fato que justifica o seu retorno ao cárcere”.
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O que diz a defesa
A defesa, representada pelo advogado Vicente Donnici, afirmou que Mendes não descumpriu as medidas cautelares, pois não permaneceu mais de 30 dias fora do Rio de Janeiro sem aviso, como exigia a Justiça.
Segundo o advogado, ele viajou ao Ceará em 29 de dezembro e ninguém comprovou que ele tenha desligado a tornozeleira eletrônica; caso a tenha desligado, não foi intencional.
Histórico de acusações contra o ex-CEO da Hurb
As medidas cautelares contra João Ricardo surgiram depois de a Polícia Civil prendê-lo em flagrante no início de 2025, por furto de obras de arte em um hotel de luxo e em um escritório de arquitetura na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde os agentes o encontraram em uma cobertura.
Em maio de 2025, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou João Ricardo por furto qualificado e adulteração de identificação veicular, reiterando o pedido para manter sua prisão.
Ele chegou a cumprir prisão preventiva, mas posteriormente teve a pena convertida em medidas cautelares, incluindo o monitoramento eletrônico e a obrigatoriedade de relatórios médicos mensais.
FURTO QUALIFICADO | O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou o ex-CEO do antigo Hotel Urbano, atual Hurb, João Ricardo Rangel Mendes, por furto qualificado e adulteração de identificação de veículo.
— Agência Brasil (@agenciabrasil) May 6, 2025
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Justiça concede liberdade provisória a ex-CEO da Hurb
Ex-CEO da Hurb é preso em Jericoacoara (CE)
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