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Justiça manda arquivar investigação sobre morte do cão Orelha

A decisão partiu da juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância e Juventude da Capital

O cão Orelha tinha 10 anos quando morreu | Foto: Reprodução/X
O cão Orelha tinha 10 anos quando morreu | Foto: Reprodução/X

A Justiça de Santa Catarina mandou arquivar, nesta sexta-feira, 15, as investigações que envolveram os adolescentes supostamente envolvidos na morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. A decisão partiu da juíza Vanessa Bonetti Haupenthal, da Vara da Infância e Juventude da Capital, e acompanha o entendimento do Ministério Público (MP).

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O órgão concluiu que não há provas suficientes para incriminar os adolescentes nem que o animal foi morto em decorrência de agressões. Segundo o parecer da Justiça, a investigação da Polícia Civil do Estado baseou-se apenas em “suposições, boatos difundidos nas redes sociais e mensagens de WhatsApp”.

Falta de provas

De acordo com o MP, não há nenhuma imagem que mostre quando o animal é agredido, tampouco testemunhas presenciais do suposto ataque. Também afirmou que os laudos periciais não conseguiram determinar a origem das lesões encontradas no cão.

A exumação do Orelha não identificou fraturas cranianas, embora tenha apontado infecções graves na região maxilar, além de inflamação nos cálculos dentários. Conforme o MP, essas condições poderiam explicar o quadro clínico do animal, e o órgão não descartou que Orelha tenha morrido em razão de uma doença preexistente.

Cão Orelha já apresentava infecções 

Segundo o documento, o cão apresentava inchaço na região do rosto, mas não possuía cortes, fraturas expostas nem sinais de espancamento. O MP também apontou contradições em depoimentos de testemunhas que relataram ter visto lesões graves no animal. Em um dos trechos citados na decisão, o órgão afirma que a forte repercussão midiática do caso pode ter influenciado memórias e versões apresentadas ao longo da investigação.

O MP também afirmou que não encontrou elementos objetivos que ligassem os adolescentes investigados ao caso. Um deles nem sequer estava na região da Praia Brava no momento apontado pela polícia; outro não teria acessado a praia; e um terceiro passou a ser associado ao caso principalmente em razão de relatos indiretos e comentários disseminados pelo porteiro de um condomínio local.

Leia mais: “Cão Orelha: MP conclui que não houve agressão e pede arquivamento do caso”

Além do caso Orelha, a decisão arquivou outras investigações que envolveram adolescentes na Praia Brava. Entre elas, um suposto furto em quiosque, que, segundo o MP, não teve materialidade comprovada; um caso de injúria e ameaça que envolveu um porteiro e adolescentes; e dois episódios relacionados ao cão Caramelo.

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2 comentários
  1. Gladis Eleonor Migliavacca Ballardin
    Gladis Eleonor Migliavacca Ballardin

    Inacreditável oq pessoas ricas conseguem comprar ate pessoas de um sistema governamental para calarem sobre crimes. Inimaginável o quanto outras coisas q nao aparecem a público sao obscurecidas por terem calado com muito dinheiro essas pessoas. Mostra o quanto sao covardes e interesseiras. Mais vale o dinheiro no bolso do q ver a justiça feita. Miseráveis e covardes

  2. Daniel BG
    Daniel BG

    Minha homenagem ao cão “Orelha”:

    “A domesticação dos cães ocorreu de forma gradual há cerca de 15.000 a 30.000 anos, fruto de uma convivência de benefício mútuo. Lobos ancestrais se aproximaram de acampamentos humanos em busca de restos de comida. Em troca de abrigo e alimento, esses animais passaram a ajudar na caça e na proteção.O processo que transformou lobos selvagens nos animais de companhia que conhecemos hoje foi moldado pelos seguintes fatores: #Seleção natural: Os lobos mais dóceis e sociáveis tinham mais facilidade para se aproximar dos humanos e conseguir alimento, sobrevivendo e se reproduzindo mais do que os mais agressivos. #Parceria de sobrevivência: Os humanos perceberam as vantagens de ter animais com olfato e audição aguçados para rastrear presas e alertar sobre a aproximação de perigos. #Relação afetiva: Estudos paleogenéticos indicam que essa aproximação não era apenas utilitária. Há evidências de que os cães primitivos eram alimentados intencionalmente e até enterrados junto a seus donos ao morrer. #Adaptação cognitiva: Ao longo de milênios, os cães desenvolveram músculos faciais e habilidades sociais únicas para “olhar nos olhos” e ler as emoções humanas, fortalecendo a conexão entre as espécies.”

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