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Justiça manda chefão do PCC para presídio de segurança máxima em SP

Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta, foi detido na Bolívia em agosto do ano passado

Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta e apontado como um dos líderes do PCC, estava foragido havia cinco anos | Foto: Reprodução/Band TV
Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta e apontado como um dos líderes do PCC, estava foragido havia cinco anos | Foto: Reprodução/Band TV

A transferência de Marcos Roberto de Almeida, conhecido como Tuta e apontado como um dos líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi autorizada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O criminoso vai ser levado para a Penitenciária de Presidente Venceslau, unidade de segurança máxima no interior paulista.

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A decisão, emitida na sexta-feira 1º, determinou que o Departamento Penitenciário Nacional, a Justiça Federal e a Polícia Federal (PF) devem coordenar a remoção do detento. Atualmente, Tuta está no presídio federal de Brasília, onde permanece desde maio, depois de ser preso na Bolívia.

Integrante do PCC estava foragido havia cinco anos

O líder do PCC foi capturado em Santa Cruz de La Sierra, em 16 de agosto do ano passado. Havia cinco anos que ele estava foragido. O criminoso utilizava documentos falsos, conforme informou a PF. Para tentar renovar a Cédula de Identidade de Estrangeiro, Tuta se apresentou como Maycon Gonçalves da Silva. Contudo, um alerta da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) revelou a verdadeira identidade do bandido.

O Ministério Público de São Paulo e a Secretaria de Administração Penitenciária defenderam a transferência para o sistema paulista. Os órgãos afirmaram que não havia razões para mantê-lo no sistema federal. “Não identificamos motivos ou elementos concretos aptos para justificar a inclusão definitiva do encarcerado no sistema federal para o interesse da segurança pública bandeirante.”

Tuta foi um dos principais alvos da Operação Sharks em 2020, quando fugiu do Brasil e entrou na lista da Interpol | Foto: Reprodução/MPSP
A decisão da Justiça sobre a transferência de Tuta foi emitida na sexta-feira 1º | Foto: Reprodução/MPSP

Marcos Roberto foi um dos principais alvos da Operação Sharks em 2020, quando fugiu do Brasil e entrou na lista da Interpol. No país, responde a dois mandados de prisão e já foi condenado em primeira instância por organização criminosa, com pena de 12 anos e seis meses, além de responder por lavagem de dinheiro.

“Marcos Roberto, vulgo Tuta, já era da sintonia 1, mas não era o número 1 do PCC”, explicou o promotor Lincoln Gakiya, conforme reportagem do g1. “Com a remoção de Marcola, ele foi elencado, nomeado para ser o novo número 1 do PCC, tanto dentro como fora dos presídios. É um velho conhecido nosso. Só que, em liberdade, atingiu o status, seria o novo Marcola na nossa concepção.”

Criminosos atuavam em outros países 

Depois da primeira fase da Operação Sharks, o Ministério Público identificou 21 nomes na nova cúpula do PCC, o que incluiu Tuta, que fazia parte da Sintonia Final da Rua. Alvos foram localizados na Bolívia, no Paraguai e também na África.

Nos relatórios, Tuta chegou a ser identificado como adido no Consulado de Moçambique em Belo Horizonte, estratégia para esconder a identidade.

No núcleo financeiro da facção, o Ministério Público identificou três pessoas responsáveis pela movimentação do dinheiro do tráfico, entre elas Carla Luy Riciotti Lima, Robson Sampaio Lima e José Carlos de Oliveira.

Leia mais: “‘O PCC montou um bunker no Guarujá'”, reportagem de Branca Nunes e Silvio Navarro publicada na Edição 179 da Revista Oeste

A Operação Sharks, deflagrada em fevereiro de 2020, cumpriu 12 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão. As investigações mostraram que o PCC movimentava cerca de R$ 100 milhões por ano. A facção ocultava valores em veículos, imóveis e operações com doleiros.

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