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Brasil

Malafaia diz que Lula se voltou contra evangélicos

Pastor relembra 'carta aos evangélicos' e critica deputados do segmento que figuram em eventos do Palácio do Planalto: 'Têm cargos no governo'

Silas Malafaia, aliado de Bolsonaro e pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo | Foto: Reprodução/Twitter/X
Silas Malafaia foi incluído em inquérito da PF | Foto: Reprodução/X

O pastor Silas Malafaia, influente na cena política brasileira, comenta a rejeição dos evangélicos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não somos nós que ficamos contra o Lula”, diz Malafaia a Oeste. “Foi o Lula quem ficou contra nós”.

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O líder religioso revela que a “carta aos evangélicos”, escrita por Lula durante a campanha de 2022 e ignorada durante sua gestão, foi determinante para o afastamento entre as igrejas e a administração petista.

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“Foi Lula quem, na eleição, escreveu uma carta aos evangélicos, afirmando ser contra o aborto. E, nos primeiros dias de seu governo, a ministra da Saúde derrubou várias portarias que dificultavam o aborto, e Lula retirou o Brasil do pacto das nações contra o aborto”, destacou. “Quem tem ficado contra nós é ele, não somos nós, por uma questão de direita ou esquerda.”

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Articulação de Malafaia

No auge de mais uma crise de aceitação entre os religiosos, o governo Lula mobilizou sua base no Congresso para apoiar o deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ), candidato à presidência da Frente Parlamentar Evangélica. O emedebista, contudo, perdeu a eleição para o deputado Gilberto Nascimento (PSD-SP), apoiado pelo Partido Liberal.

Pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, Malafaia é apontado como principal articulador do resultado dessa eleição.

Gilberto Nascimento
Gilberto Nascimento (PSD-SP) foi eleito presidente da Frente Parlamentar Evangélica. Ele teve 117 votos contra 61 do adversário, o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Malafaia, sem citar nomes, rechaçou a postura de Otoni, que esteve ao lado de Lula no Palácio do Planalto durante evento que marcou a sanção do Dia da Música Gospel.

Leia também: “Malafaia: ‘Bancada Evangélica tem que se posicionar sobre anistia”

“Eu jamais irei em uma cerimônia de um governo que eu sei que é contra meus princípios, crenças e valores. Aí não, aí jamais. Estão querendo fazer graça por interesses políticos porque têm cargos no governo”, destacou o pastor. “Uma coisa é um pastor, é um líder, que é chamado para fazer uma oração. Outra coisa é um político, que vai fazer graça porque tem interesses.”

Sem selfie com Lula

Malafaia afirmou que pastores têm a obrigação de orar por autoridades recebidas em suas igrejas.

“Não importa se de direita ou esquerda, se eu gosto dele [do político] ou não. Se a imprensa bater uma foto, não posso fazer nada. Agora, eu não vou posar para a foto voluntariamente com Lula, porque o que ele acredita é contrário ao que eu acredito.”

Leia mais: “OAB reage à prisão de desembargador durante julgamento de Bolsonaro no STF

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