Marinha obriga porta-aviões a se afastar da costa brasileira

O navio, que já não é mais funcional, está envolvido em um imbróglio com a Justiça Federal
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O porta-aviões São Paulo esteve a serviço da Marinha entre 2000 e 2014, tendo sido descomissionado em 2020 e seu casco leiloado em 2021
O porta-aviões São Paulo esteve a serviço da Marinha entre 2000 e 2014, tendo sido descomissionado em 2020 e seu casco leiloado em 2021 | Foto: Reprodução/Marinha

O porta-aviões São Paulo, a maior embarcação que a Marinha já possuiu, teve de se afastar da costa brasileira, por causa do seu estado de degradação e risco de afundamento.

Na quinta-feira 19, o rebocador que transporta o navio, que já não é mais funcional e seria vendido para reciclagem, iniciou o deslocamento e já está a mais de 300 quilômetros de distância do Porto de Suape, terminal onde a empresa turca Sok, que arrematou o porta-aviões em leilão em 2021, tentava atracar desde outubro do ano passado.

Segundo a Marinha, “as providências necessárias para a manutenção do casco em segurança” na entrada do território brasileiro não foram cumpridas. Por isso, a Autoridade Marítima Brasileira (AMB) realizou uma inspeção na embarcação e constatou “uma severa degradação das condições de flutuabilidade e estabilidade”.

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A Marinha ainda informou que o casco (assim chamado por não funcionar mais como porta-aviões) não possuía a cobertura por seguro obrigatório nem contrato para atracação e reparo. Por isso, a AMB determinou que o casco fosse transportado para uma “região com maior profundidade”.

“Com o propósito de garantir a segurança da navegação e a prevenção da poluição ambiental na costa brasileira e seus portos, a AMB, dadas as condições em que o casco se encontra, não autorizará a aproximação deste de águas interiores ou terminais portuários, em face do elevado risco que representa, com possibilidade de encalhe, afundamento ou interdição do canal de acesso a porto nacional, com prejuízos de ordem logística, operacional e econômica ao Estado brasileiro”, informou a Marinha, em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 20.

História

O porta-aviões foi vendido, em leilão, em 2021, para ser destinado à reciclagem. A empresa turca Sok pagou R$ 10,5 milhões pela embarcação, mas desde então enfrentou dificuldades para conseguir realizar o transporte até o estaleiro.

Em agosto do ano passado, o porta-aviões São Paulo deixou o Rio de Janeiro rumo à Turquia, mas acabou sendo barrado pelos turcos, por uma suposta presença de amianto. Em novembro, a Justiça Federal vetou a operação de atracação forçada do navio em porto brasileiro.

Com isso, representantes da empresa turca renunciaram à propriedade do navio e levantaram a possibilidade de realizar o abandono da embarcação em alto-mar, alegando que as autoridades brasileiras não estariam se empenhando para encontrar uma solução para o caso. No entanto, em mais uma decisão, a Justiça Federal em Pernambuco proibiu que o casco do antigo porta-aviões fosse abandonado no litoral do Estado.

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12 comentários Ver comentários

  1. Uma singela sugestão: Levar o Nine, o Chuchu, e trinta e sete ministros e embarca-los onde ele se encontra (em alto mar) e esperar o naufrágio.

  2. Políticos brasileiros são incompetentes. Vermelhos, verdes(ambientalistas) ou amarelos (psolistas) que na verdade são vermelhos por dentro são ainda piores! Inventam números de suas imaginações ao mesmo tempo em que só geram dificuldades aos setores produtivos desse país subdesenvolvido e analfabeto.
    É triste ver que o ladrão voltou à cena do crime.
    O povo, humilde que é, elegeu um analfabeto com tendências criminosas. Por isso que esse porta aviões ainda está aí. Foi adquirido no governo tucano, pegou fogo no governo nine, ficou durante 5 anos sendo reformado consumindo recursos do povo pagador de impostos.

  3. O pt devia aprender a vender os entulhos, estatais, lixos e etc como a marinha fez vendendo essa sucata para os turcos.
    Em vez disso a dilma pt comprou sucata nos EUA, uma refinaria enferrujada que nos deu centenas de milhões de preju.

  4. Mas que burrice dessa empresa, comprar coisa velha do Brasil, ainda mais com a burocracia que existe aqui. Não sei se fizeram uma avaliação por meio de especialistas, mas pela história narrada não. Caíram em um golpe, gastando mais de dez milhões em sucata.

    1. História esquisita. E no tal do amianto ? Esta embarcação consumiu zilhões de dólares em reformas e permanecia mais no Arsenal do que em operação. Incompetência ?

  5. Essa empresa turca Sok é muito incompetente, se eles pretendiam desmontar o navio na Turquia e foram impedidos pelas autoridades turcas, eles deveriam ter rebocado o navio pelo canal de Suez e seguir até Alang na Índia, mas retornaram ao Brasil. Será que queriam receber o dinheiro de volta ?
    Alias bem que o Brasil poderia implantar um desmanche de navios, começando pelo monte de lixo flutuante que existe na baia da Guanabara.

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