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Médicos anunciam greve nas unidades de saúde de SP

Categoria argumenta que as equipes estão exaustas e cobra reunião com prefeitura da capital

greve
Pandemia colocou setor hospitalar privado na UTI | Foto: Luis Melendez/Unsplash

Os médicos que atuam nas unidades básicas de saúde de São Paulo decidiram entrar em greve na semana que vem, a partir da quarta-feira 19. A decisão foi tomada ontem em assembleia.

A categoria pede à prefeitura de São Paulo e à Secretaria Municipal da Saúde a realização de uma reunião com o sindicato da categoria, além de uma resposta para a reestruturação das equipes e um plano de reposição de profissionais afastados.

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Na assembleia, os médicos decidiram dar um prazo até segunda-feira 17 para a resposta e prometem reavaliar a paralisação.

A lista de reivindicações inclui: 1) contratação imediata de mais equipes para o atendimento; 2) desobrigação do comparecimento em fins de semana; 3) feriados e diálogo entre sindicato e prefeitura.

Os profissionais de saúde argumentam que as equipes estão exaustas, há jornadas intermináveis de trabalho, cobranças de metas, falta de insumos e unidades de saúde superlotadas.

Segundo o sindicato da categoria, os médicos lidam há mais de dois anos com uma intensa sobrecarga e adoecimento físico e psíquico.

O que informa o Executivo

A Secretaria Municipal da Saúde rebateu as acusações e comunicou que, desde janeiro de 2021, autorizou a contratação de equipes de enfermagem e administrativos para auxiliarem no trabalho.

“No atual momento, devido à variante Ômicron, são muitos casos em um curto período de tempo, promovendo aumento nos atendimentos nas unidades”, explicou a pasta.

Desde 8 de janeiro, as unidades passaram a abrir todos os sábados até a diminuição dos casos de sintomáticos respiratórios na capital. “Os parceiros iniciarão o cronograma de pagamento de horas extras a partir deste mês”, informou.

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3 comentários
  1. carlos roberto de moura
    carlos roberto de moura

    ‘Autoridades municipais’: esses valorosos servidores estão reivindicando basicamente ‘um plano de reposição de profissionais afastados’! Esse plano já deveria existir previamente no elenco de ações dos gestores públicos! Mesmo com o aumento dos casos os profissionais de saúde não pedem reajustes salariais (o que outras categorias pedem com justificativas discutíveis). Administração pública é algo muito sério para ficar na mão de políticos!

  2. Eduardo
    Eduardo

    Péssimo momento! Só vão conquistar o desprezo da população!

  3. Davi AHS
    Davi AHS

    Acho que todo mundo sabia que esse momento iria chegar devido ao prolongamento da pandemia e pelo uso político da crise sanitária pelos governos estadual e municipal.

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