A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou na quinta-feira 14 o uso da melatonina, conhecida como hormônio do sono, para a formulação de suplementos alimentares. O consumo é destinado exclusivamente para pessoas com idade igual ou superior a 19 anos e a dosagem não pode ultrapassar 0,21 mg diária. No entanto, não foram aprovadas alegações de benefícios associadas ao consumo de suplementos à base da substância.
Com a decisão, a melatonina poderá ser consumida, sem receita, como um suplemento alimentar — uma categoria de produtos destinada à complementação da dieta de pessoas saudáveis com substâncias presentes nos alimentos, incluindo nutrientes e bioativos, onde se enquadra o produto.
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Os suplementos de melatonina deverão conter advertência de que o produto não deve ser consumido por gestantes, lactantes, crianças e pessoas envolvidas em atividades que requerem atenção constante. Quem tiver comorbidades ou usar medicamentos deve consultar seu médico antes de consumir a substância.
O que a melatonina?
É um hormônio produzido naturalmente pelo cérebro humano, que possui como principal função regular o ciclo vigília-sono e auxiliar a pessoa a dormir. Com o fim do dia e da luminosidade, a melatonina passa a ser liberada a fim de preparar o organismo para o período noturno. Seu uso pode ser indicado para o tratamento de insônia.
A substância é encontrada em alimentos como morango, cereja, vinhos e carne de frango, por exemplo. Ela também pode ser produzida sinteticamente. Nos Estados Unidos, a melatonina já é largamente encontrada e vendida, sobretudo, com a promessa de um sono melhor.
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