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Metralhadoras furtadas do Exército em SP são encontradas em favela do Rio

Oito das 21 armas foram encontradas em carro roubado

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Delegacia de Repressão a Entorpecentes do Rio encontrou oito das 21 metralhadoras furtadas do Exército em São Paulo em favela | Foto: Reprodução/Twitter/Cláudio Castro

Oito das 21 armas furtadas do Exército em São Paulo foram encontradas em uma favela da zona oeste do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada nesta quinta-feira, 19, pelo Comando Militar do Sudeste.

As armas estavam dentro de um carro roubado em Gardênia Azul. A Delegacia de Repressão a Entorpecentes encontrou quatro metralhadoras calibre 50 e quatro calibre 7,62.

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Maurício Vieira Gama, general do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste, disse em entrevista coletiva que a principal linha de investigação é que o furto tenha sido realizado com a participação de militares da corporação. O diretor do Arsenal de Guerra de São Paulo — em Barueri, de onde as armas foram furtadas  — será exonerado.

Militares temporários serão expulsos por furto de metralhadoras

metralhadoras furtadas
Metralhadoras estavam empacotadas dentro de carro roubado | Foto: Reprodução/Twitter/Cláudio Castro

Gama também explicou que as armas sumiram entre 5 e 9 de setembro. Cerca de 500 militares de todas as patentes ficaram impedidos de deixar o quartel para cooperar com as investigações durante uma semana. O general disse que ainda há 160 deles aquartelados. 

Penalidades serão aplicadas. Os militares temporários serão expulsos, e os de carreira passarão por conselhos de justificação ou disciplina. Gama também disse que o Exército considera o episódio “inaceitável”, e que está “revisando processos”.

A discrepância no número de armas no Arsenal de Guerra de São Paulo foi identificada em 10 de outubro. Entre as 21 armas que desapareceram, 13 eram metralhadoras norte-americanas calibre 50. As outras 8 eram belgas calibre 7,62.

O Comando Militar disse, por meio de nota, que os armamentos estavam inservíveis: não funcionavam de modo adequado ou tinham sido recolhidos para manutenção.

As investigações apontam que os criminosos que furtaram as armas pediram R$ 180 mil por cada metralhadora calibre 50. O traficante William de Souza Guedes, conhecido como Corolla, foi um dos procurados pelo grupo como comprador. Corolla comanda o Complexo de Manguinhos, na zona norte do Rio.

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6 comentários
  1. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    R$ 180.000,00/unidade. Quem pagaria esse preço por uma mercadoria inservível? Conta outra, EB, que ninguém aqui é otário. E ainda mais, ao invés de ir atrás do armamento inservível, fizeram todo aquele festival, retendo uma grande quantidade de militares dentro do quartel por uma semana e até agora não descobriram os autores do desvio. Temos que torcer para que nenhuma organização do tipo Hezbolah se infiltre neste país pois, se acontecer, estaremos no bico do urubú.

  2. Aderbal A C Bernardes
    Aderbal A C Bernardes

    O exército só serve para isso hoje, armar bandidos e dar cobertura a corrupção.

  3. Ricardo
    Ricardo

    As FA há tempo está infiltrada pelo crime organizado (incluindo o PT). É questão de tempo até comandar o tráfico de drogas, tal qual o Cartel dos Girassóis dos militares venezuelanos.

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