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Ministério Público se pronuncia sobre ação contra Canção Nova

Órgão afirma não ter a intenção de prejudicar a instituição

A Canção Nova é uma comunidade católica fundada em 1978 por Monsenhor Jonas Abib | Foto: Reprodução/Canção Nova
A Canção Nova é uma comunidade católica fundada em 1978 por Monsenhor Jonas Abib | Foto: Reprodução/Canção Nova

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) emitiu uma nota oficial nesta segunda-feira, 27, na qual esclarece os objetivos da ação civil pública ajuizada pela promotora Marcela Agostinho Gomes Ilha contra a Fundação João Paulo II (FJPII), entidade mantenedora da Canção Nova.

Segundo o comunicado, a iniciativa do MPSP busca “assegurar a autonomia da instituição, dotando-a das melhores práticas de governança” para que a fundação continue a desempenhar as funções previstas em seu estatuto.

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De acordo com o órgão, a ação tem como finalidade preservar e aprimorar a capacidade da FJPII de cumprir seu papel institucional, que inclui uma ampla gama de atividades sociais, culturais, educacionais e de comunicação.

O estatuto da fundação estabelece que ela deve, entre outras atribuições, “desenvolver serviços de radiodifusão com implantação de Sistema de Rádio e Televisão e outros serviços de telecomunicações”, bem como “promover, manter e apoiar atividades educacionais, sociais e culturais”.

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O Ministério Público também utilizou a nota para rebater informações que circulam nas redes sociais, classificando-as como “versões sem procedência” sobre uma suposta “investida contra a Fundação e a Canção Nova”.

O MPSP foi enfático ao afirmar que não há nenhuma intenção de prejudicar a instituição, mas sim garantir que ela funcione de forma independente e em conformidade com as melhores práticas de governança. A nota pede calma e paciência à comunidade envolvida no caso e destaca que “o que se requer agora é tranquilidade para que a Justiça se manifeste”.

Líder da Canção Nova se manifesta

O presidente da FJPII, padre Wagner Ferreira, veio a público na última sexta-feira, 24, para expor o caso. No vídeo, o sacerdote recorda que a Fundação João Paulo II, criada pelo monsenhor Jonas Abib, é essencialmente confessional.

O MPSP alega que ocorre uma “ingerência” da comunidade na fundação. Assim, a promotoria requer que os novos dirigentes da FJPII sejam leigos — ou seja, fiéis que não são sacerdotes, freiras ou consagrados — sem qualquer relação com a Canção Nova.

“Era entendimento comum da Canção Nova de que o presidente da comunidade fosse também presidente da FJPII, e assim trabalhamos durante estes anos sem qualquer dificuldade ou conflito”, enfatizou o sacerdote.

No entanto, Wagner afirma que existe uma parceria entre as entidades e recordou que era vontade do padre Jonas Abib que a FJPII fosse parte da Comunidade Canção Nova. O presbítero ainda frisou que, na Justiça, será provado que o MP tem uma compreensão inadequada da FJPII.

“Olhando a história da igreja, sabemos que muitas obras passam tribulações quando o fundador vem a falecer, é um desafio que estamos vivendo”, expõe. Por fim, ele pede orações de todos para a resolução desta questão judicial.

Fundada em 1982, a Fundação João Paulo II é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos que mantém uma rede de comunicação e projetos sociais por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas.

Leia também: “Fé sem fronteiras”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 239 da Revista Oeste

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7 comentários
  1. Iramar Benigno Albert Júnior
    Iramar Benigno Albert Júnior

    Se alguém não gosta dela, que não assista, ora bolas e deixa em paz quem gosta. Que coisa desses maníacos de esquerda, de quando não gostam de algo, querem proibir os outros de ter acesso.

  2. ECM
    ECM

    Que o povo Cristão faça orações pela Canção Nova e também manifestem sua indignação. Oração e ação devem andar juntas. O Cristianismo será perseguido, sempre. E os que são chamados a defendê-lo não devem se calar. Estamos com a Canção Nova.

  3. Anísio Silva Horta
    Anísio Silva Horta

    PARECE QUE O DEMONIO TEM MUITOS SEGUIDORES NO MPSP.

  4. Marco Aurélio Oliveira De Farias
    Marco Aurélio Oliveira De Farias

    Parece que o MPSP está sem muito trabalho para fazer.

  5. Jaime Busnello
    Jaime Busnello

    Tem muita gente no Ministério Público buscando vitrine, uma vergonha.

  6. Valmir Barom
    Valmir Barom

    O que o MPSP faz tudo dar certo é o que a Justiça no Brasil se tornou, ingerência indevida com o propósito de perseguir quem não pactua com este ativismo judicial.

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