Com 12 exposições, Museu do Ipiranga ganha data de reinauguração

O projeto será entregue para celebração do Bicentenário da Independência do Brasil  
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Novo Museu do Ipiranga (Foto: Reprodução/Museu do Ipiranga)
Novo Museu do Ipiranga (Foto: Reprodução/Museu do Ipiranga) | Novo Museu do Ipiranga

O novo Museu do Ipiranga vai reabrir as portas no dia 7 de setembro para comemorar os 200 anos da Independência do Brasil. Com 12 exposições em seu acervo, o espaço foi fechado em 2013 para obras de restauro e ampliação de um novo edifício no local.

“A reforma foi uma iniciativa dos paulistas, de São Paulo, não só do governo, mas da sociedade, da iniciativa privada, que entendeu a importância de reabrimos o museu da independência principalmente para celebrarmos o bicentenário, e entendeu que para isso era necessário um apoio”, afirmou o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 19, mesma data em que se comemora o Dia Internacional dos Museus.

Os eventos de celebração ao bicentenário da Independência devem começar antes mesmo da finalização das obras do Museu. De acordo com o calendário oficial, mais de 100 atividades presenciais e remotas, como filmes, apresentações de dança, concertos e exposições já têm data marcada para iniciar em junho.

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O governo do estado criou a plataforma online Agenda Bonifácio para anunciar todas as atividades culturais relacionadas ao tema. Dentre as programações, está a mostra “200 anos de Independência”, que conta com a exibição de 100 longas e 100 curtas brasileiros que serão exibidos em junho.

Reconstrução da história

O Museu do Ipiranga foi construído na Zona sul da capital paulista, entre 1885 e 1890. O edifício foi erguido como um monumento para homenagear a Independência do Brasil. Nenhum membro da antiga Família Real, como o próprio D. Pedro, o responsável por desvincular o país das amarras de Portugal, chegou a morar no espaço.

Devido a deterioração causada pelo avanço do tempo, o prédio precisou fechar no final de 2013. As obras de restauração começaram em 2019 e custaram mais de R$ 200 milhões. Além do apoio do governo federal, via Lei Rouanet, a intervenção recebeu ajuda do governo do estado e de recursos privados.

Desde o início das obras, o Museu foi palco para intrigas políticas. Em setembro do ano passado, o secretário especial da Cultura, Mario Frias, criticou o anúncio feito pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), sobre a possível reabertura no bicentenário da Independência.

Em uma postagem no Twitter, o tucano abriu uma “contagem regressiva” para a reabertura do museu, fechado desde 2013 para obras. O governador paulista escreveu que o local está sendo “totalmente reformado com patrocínio do setor privado”.

A afirmação incomodou o chefe da área cultural no governo do presidente Jair Bolsonaro. “O sujeito é uma farsa patética. Não vou discutir com alguém que mente patologicamente”, rebateu Frias. “Faz assim, tenta inaugurar a obra sem a minha permissão. Irei aplicar a punição prevista, reprovando as contas da reforma, forçando a devolução de todo investimento.”

Em coletiva nesta quarta, o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia, defendeu que não houve “politização nem guerras de narrativas” durante a realização do projeto. “O que existe é um museu que estava fechado há muitos anos e que agora será reaberto ao público celebrando o bicentenário e a independência do Brasil”, afirmou ele.  

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