‘Não tem a mínima condição’, diz governador da Bahia sobre Carnaval

Além da preocupação com a variante Ômicron do coronavírus, o Estado também enfrenta um surto de gripe
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Carnaval de 2022 em Salvador não poderá ser realizado no formato tradicional, informou o governo do Estado
Carnaval de 2022 em Salvador não poderá ser realizado no formato tradicional, informou o governo do Estado | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Carnaval da Bahia, em seu formato tradicional, não será realizado em 2022. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira, 23, pelo governador do Estado, o petista Rui Costa.

Segundo ele, “ficou impossível” garantir o principal evento cultural do calendário da capital baiana no ano que vem. A festa ainda deve ser mantida, mas sem que multidões tomem as ruas da cidade.

“Sabe aquele filme Missão Impossível? Nós estamos no Missão Impossível 3. Então, não será possível fazer esse Carnaval. Não tem a mínima condição”, afirmou o governador baiano durante a inauguração de um hospital.

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Segundo o petista, além da preocupação com a variante Ômicron do coronavírus, o Estado também enfrenta um surto de gripe (causado pelo vírus Influenza A H3N2).

“Alguém falar de Carnaval, a essa altura do campeonato, está querendo ser irresponsável com a vida do outro e eu não estou nesse grupo”, disse Rui Costa. “Portanto, nós não teremos Carnaval nesse modelo como nós conhecemos o Carnaval. Não há a mínima condição.”

Além da capital baiana, outras cidades e Estados brasileiros que costumam realizar grandes Carnavais já anunciaram que a festa de 2022 será prejudicada pela pandemia. Em São Paulo, pelo menos 70 municípios cancelaram os blocos de rua.

Na capital paulista, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a manutenção do Carnaval depende da recomendação do comitê científico — mas, até agora, a festa está confirmada.

“Carnaval na cidade de São Paulo gera cerca de 20 mil empregos e traz uma movimentação financeira de R$ 2,7 bilhões”, apontou Nunes. “Seria irresponsabilidade minha neste momento fazer o cancelamento. Eu tenho até o final de janeiro”, disse o prefeito.

“Prioridade é a Saúde que determina. Se houver risco, não terá Carnaval. Se não houver risco, a gente não pode abrir mão de uma fonte de geração de emprego e renda para a cidade que é tão importante para ajudar, inclusive, a diminuir a pobreza e a desigualdade social”, concluiu.

No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) disse que ainda não é possível garantir a participação dos blocos nos dias de Carnaval. Até o momento, o desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, está confirmado.

Leia também: “Para a hipocrisia não há vacina”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 89 da Revista Oeste

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3 comentários Ver comentários

  1. OK, de uma hora pra outra aquela imensa fila diária e histórica do SUS virou fila da Covid e agora é a fila da gripe oportunista.
    Caralho, o SUS sempre foi uma imensa fila sem médicos na outra ponta.
    Simples assim.

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