O legado que Jaime Lerner deixou para a arquitetura

A Revista Oeste selecionou 10 obras que marcaram a vida do ex-governador do Paraná
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O político morreu aos 83 anos, devido a complicações de uma doença renal crônica
O político morreu aos 83 anos, devido a complicações de uma doença renal crônica | Foto: Divulgação

O ex-governador do Paraná Jaime Lerner, falecido na semana passada, deixou um patrimônio intelectual que extrapola a arte da política. Arquiteto reconhecido mundialmente, ele foi responsável por grandes obras. Os trabalhos do artista sempre foram voltados à preservação da memória cultural, à criação de espaços de encontros e à organização de estruturas de proximidade entre trabalho, lazer e moradia, com foco na qualidade de vida. Confira:

Jardim Botânico

Jardim Botânico de Curitiba
Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba
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Então prefeito de Curitiba, Lerner lançou o Jardim Botânico em 1991. O local passou a ser cartão postal da cidade. Inaugurava-se ali uma nova linguagem arquitetônica: a de metal e vidro, que modernizaria a capital e se espalharia em outras obras do município.


Teatro Paiol

Em 1972, primeiro mandato de Lerner como prefeito, inaugura-se o Teatro Paiol em um edifício datado de 1874. Com capacidade para abrigar 200 pessoas, a ideia era utilizar o antigo paiol de pólvora para aludir a uma arena romana, em que as atrações ocorreriam.


Rua 24 horas
Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Inaugurada em 11 de setembro de 1991, a “Rua 24 Horas” foi a primeira do país a operar o dia inteiro. Na época de seu lançamento, as lojas, bares e restaurantes funcionavam sem parar. A obra segue o estilo da arquitetura de vidro e metal, com a finalidade de aludir ao moderno.


Ópera de Arame
Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Com estrutura tubular e teto transparente, a Ópera de Arame foi inaugurada em 1992. Acolhe todo tipo de espetáculo, do popular ao clássico, e tem capacidade para 1,5 mil espectadores. Em linhas gerais, trata-se de um palco flutuante no lago.


Rua XV
A noite vai ser de piquenique na Rua XV. A ideia é preencher espaços vazios na cidade com atividades culturais
Valdecir Galor/SMCS

Em 1972, nascia em Curitiba o primeiro “calçadão” do país na região central, em plena Rua XV de Novembro, uma das mais movimentadas da cidade. O planejamento inicial previa seis meses para completar a obra. Depois de muitos estudos e uma logística especial, o calçadão virou realidade durante um único fim de semana.


Universidade Livre do Meio Ambiente
Bosque Zaninelli - Unilivre
Foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba

Localizada no Bosque Zaninelli, foi fundada em 1992. A sede da Unilivre é basicamente uma torre de madeira que integra-se à natureza. Foi construída com troncos de eucalipto (vigas e pilares) e complementada com imbuia, cambará, cedro e vidro. Os estudos são 100% voltados a questões ambientais.


BRT
Foto: Wagner Araújo/TCE

Implantado em 1974 devido aos custos elevados do metrô, o BRT de Curitiba possibilitou transportar o conceito do metrô para a superfície, com embarque rápido, poucas paradas e frequência de veículos. A iniciativa inspirou 250 cidades espalhadas pelo mundo.


Balneário Camboriú
Foto: Divulgação/Balneário Camboriú

Jaime Lerner assinou obras, também, em Santa Catarina. É dele o projeto de reestruturação urbanística da cidade de Balneário Camboriú, no Litoral Norte. O instrumento que orienta o crescimento da cidade de forma harmônica foi inspirado em Barcelona e Curitiba.


Angola
Projeto para Angola previa a construção de 40 mil moradias.
Foto: Reprodução/Jaime Lerner Arquitetos Associados

Em Angola, o escritório de Lerner planejou 40 mil moradias. O desafio: construir habitações a um custo acessível à população pobre, sem deixar de lado a criação de espaços urbanos que contemplem o sentido de comunidade, identidade e diversidade de funções urbanas.


São Paulo

Projeto "Centro Novo", elaborado por Lerner e sua equipe para São Paulo.
Foto: Divulgação

A capital paulista tem um projeto de requalificação de autoria do arquiteto curitibano. Apresentado pela prefeitura em 2017 e batizado de “Centro Novo”, o projeto pretendia levar para São Paulo a mesma filosofia que tornou Curitiba: mobilidade, atenção ao pedestre e requalificação do espaço público.

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3 comentários

  1. Linda homenagem. Faltou comentar sobre uma visão deste arquiteto, sobre a implantação de parques para lazer ao ar livre em áreas onde o rio normalmente ultrapassa suas margens naturais (inunda naturalmente, como o Rio Tietê e Pinheiros em São Paulo). Dessa forma, não se limitam as margens do rio (como feito em São Paulo e infelizmente é exemplo em diversas cidades em crescimento), criam-se áreas de lazer, importantíssimas nesses momentos de pandemia, onde as pessoas precisam de lazer ao ar livre. Além disso, ao inundar, essas áreas não são utilizadas (não é comum as pessoas utilizarem parques em dias de chuva forte), alternativa muito melhor do que a construção de unidades de saúde ou escolas nas margens de rios (geralmente desobedecendo a distância mínima estabelecida pela legislação ambiental, que parece não ser aplicável a ambientes urbanos, onde o impacto sobre as pessoas é maior), infelizmente outra prática muito comum em diversas cidades em crescimento.

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