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OAB suspende registro profissional de Deolane Bezerra

Medida impede a influenciadora de exercer a advocacia enquanto tramita processo disciplinar na entidade

Foto de Deolane Bezerra
Deolane Bezerra admitiu ter tido informações privilegiadas da polícia | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) suspendeu nesta quarta-feira, 24, o registro profissional da advogada e influenciadora Deolane Bezerra. A medida impede o exercício da advocacia e tem efeito imediato.

Pela legislação da Ordem, a suspensão cautelar pode durar inicialmente 90 dias. O prazo admite prorrogações sucessivas até o limite de 360 dias. Nesse período, o processo segue para julgamento definitivo.

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Deolane Bezerra investigação PCC
Advogados de Deolane Bezerra dizem que ela não integra organização criminosa | Foto: Instagram/Deolane Bezerra/Agência Brasil

A OAB-SP informou que apura infrações levadas ao conhecimento da entidade por meio de representações ou fatos divulgados publicamente. O Tribunal de Ética e Disciplina conduz os procedimentos sob sigilo, conforme prevê o Estatuto da Advocacia.

Denúncia do Ministério Público cita organização criminosa e lavagem de dinheiro

O Ministério Público de São Paulo denunciou Deolane Bezerra em 10 de junho. Segundo a acusação, ela responderá pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A denúncia também alcança Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, além dos irmãos Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior e outros familiares.

De acordo com a investigação, a apuração chegou à influenciadora por meio de vínculos identificados com familiares de Marcola. O Ministério Público sustenta que ela mantinha relação com integrantes do núcleo familiar do líder da facção criminosa e teria utilizado empresas ligadas ao seu nome para ocultar recursos de origem ilícita.

Os investigadores afirmam que R$ 13,6 milhões passaram pelas contas pessoais de Deolane entre 2018 e 2022. No mesmo período, cerca de R$ 14 milhões circularam por três empresas vinculadas à influenciadora.

A OAB-SP também reiterou que a legislação garante aos advogados o direito à chamada sala de Estado-Maior antes de condenação definitiva.

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