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Opala, Chevette e Monza: Chevrolet aposta em restauração padronizada para reviver seus clássicos

Em comemoração aos 100 anos de Brasil, GM lança o Programa Vintages

Chevrolet Opala SS: um dos clássicos da GM que devem fazer parte do programa Vintages em comemoração aos 100 anos de Brasil | Foto: GM/Divulgação
Chevrolet Opala SS: um dos clássicos da GM que devem fazer parte do programa Vintages em comemoração aos 100 anos de Brasil | Foto: GM/Divulgação

Antes candidatos à sucata, carros antigos da marca Chevrolet vão ganhar uma segunda chance na vida. Essa é a proposta da General Motors para celebrar seus cem anos no Brasil, conforme anunciado em recente evento. A montadora, contudo, não deu detalhes sobre a iniciativa. 

A revelação do projeto se resumiu principalmente a uma frase no vídeo que divulgou ações da empresa ao longo de 2025. Carros em exposição no evento deram pistas sobre o futuro. Um Opala SS cupê branco e um Chevette azul se destacavam entre os modelos exibidos. Eram automóveis para passaram por restaurações em diferentes oficinas com especialização e que podem ser parceiras da GM na iniciativa.

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Chevrolet analisa possíveis linhas de produção

A fábrica da empresa em Mogi das Cruzes (SP) dedica-se à produção de componentes tanto para as linhas de montagem das outras plantas como para o mercado de reposição. Uma das possibilidades é direcionar parte desse trabalho aos modelos clássicos, com peças moldadas de forma limitada e artesanal de acordo com os padrões originais.

Segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo, os processos são caros. A depender da condição do veículo, restaurar um carro antigo à perfeição pode custar mais de R$ 200 mil. Isso não quer dizer que o valor poderá voltar em uma venda futura. No mercado de carros clássicos, os modelos mais valorizados são aqueles cujos proprietários preservam as características originais, com o mínimo de intervenções.

Chassi enferrujado pode valer milhões

No entanto, há casos em que um chassi enferrujado que volta às ruas reconstruído vale milhões, devido ao valor histórico do veículo. É o que poderia acontecer se um modelo do primeiro lote que a GM montou, em 1925, quando se instalou em um galpão no Ipiranga, reaparecesse. As peças desses automóveis vieram dos Estados Unidos, berço da montadora.

A expectativa é que o programa Chevrolet Vintages se dedique aos nacionais. São os veículos feitos a partir de 1968, ano de lançamento do Opala. Os neoclássicos também devem ser contemplados, abrangendo Monza e Kadett das décadas de 1980 e 1990. Esses veículos devem receber um certificado de que foram restaurados de acordo com os padrões originais da montadora.

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