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Operação mira 'mulas' internacionais de cocaína no interior de SP

Ação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Federal cumpriu 36 ordens judiciais em cidades paulistas e em Corumbá (MS)

PM cocaína
Operação Expurgo foi deflagrada pela PF e pela PM-SP nesta terça-feira I Foto: Divulgação/PMSP

A Polícia Federal (PF) e a Polícia Militar (PM) paulista deflagraram, nesta terça-feira, 20, uma operação de combate ao tráfico internacional de drogas. O esquema investigado se concentrava no interior de São Paulo (SP) e consistia no transporte de cocaína para o exterior, por meio das chamadas “mulas”.

Batizada de Operação Expurgo, a ação mobilizou equipes do Comando de Policiamento do Interior 9 (CPI-9) e do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), atrelados à PM.

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As diligências foram realizadas nos municípios de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Limeira, Piracicaba, Botucatu e São Paulo capital, além de Corumbá, em Mato Grosso do Sul (MS). Ao todo, as autoridades cumpriram 12 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão.

Esquema envolvia ingestão de cápsulas de cocaína

De acordo com o comandante do CPI-9, Cleotheos Sabino, a operação desta terça-feira é um desdobramento de uma prisão realizada no ano passado pelo 10º Baep. Na ocasião, foram detidos 15 estrangeiros integrantes de uma quadrilha especializada em tráfico de drogas.

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“A operação de hoje é um desdobramento de uma prisão que o 10° Baep fez no ano passado, na qual foi identificada uma quadrilha especializada em tráfico internacional de drogas por meio de ‘mulas’ do tráfico”, afirmou Sabino. “No total, 15 estrangeiros foram presos. O trabalho deles no esquema criminoso era engolir capsulas com drogas para levar a outros países.”

As investigações da Operação Expurgo mostram que um dos presos chegou a ingerir 120 cápsulas de cocaína.

Até o início da tarde, três alvos haviam sido presos. Durante as buscas, policiais localizaram quatro armas de fogo — duas pistolas, um fuzil e um revólver —, além de R$ 75 mil em dinheiro e três celulares escondidos em fundos falsos de móveis. O material foi apreendido na residência do principal investigado, em Santa Bárbara d’Oeste.

Depois da série de prisões realizadas pelo 10º Baep, a PF identificou a liderança da organização criminosa. Parte dos envolvidos, segundo os investigadores, integra a facção criminosa Primeiro Comando da Capital.

Leia também: “A vez da segurança pública”, reportagem publicada na Edição 297 da Revista Oeste

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