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Pará culpa governo federal por ponte inacessível de mais de R$ 200 mi

Obra que liga o Estado ao Tocantins não tem alças de acesso

Obras da ponte que liga o Pará ao Tocantins estão concluídas, mas construção segue inacessível | Foto: Google Street View
Obras da ponte que liga o Pará ao Tocantins estão concluídas, mas construção segue inacessível | Foto: Google Street View

A ponte construída sobre o Rio Araguaia, que liga o Tocantins e o Pará, segue inativa por falta de alças de acesso. De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística do governo paraense, consultado pela reportagem de Oeste nesta terça-feira, 4, esta é uma responsabilidade do governo federal, através do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Hoje, a construção dos acessos está em andamento, enquanto o processo de desapropriação dos terrenos necessários se aproxima da conclusão. Segundo o DNIT, o custo total da ponte supera os R$ 200 milhões. Para a construção dos acessos, será necessário um investimento adicional de quase R$ 30 milhões.

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A obra tinha previsão inicial de conclusão para setembro de 2022, mas agora a expectativa é que seja finalizada no segundo semestre deste ano. A ponte, que tem 1,7 km de extensão, conecta as cidades de Xambioá, no Tocantins, a São Geraldo do Araguaia, no Pará.

Com a liberação da ponte, espera-se um impulso significativo na logística da região, o que facilitará o escoamento da produção agrícola e beneficiará aproximadamente 1,5 milhão de pessoas. A reportagem tentou contato com o governo tocantinense, mas ainda não obteve resposta.

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A construção da ponte

O DNIT informou que a ponte foi construída por um consórcio e que os acessos são feitos por outro. Atualmente, a ponte está com 95% dos serviços concluídos. Em agosto de 2024, o DNIT divulgou que a estrutura estava quase concluída. Faltava apenas detalhes de pavimentação, sinalização e iluminação.

“Ela ganhará trafegabilidade já em novembro de 2024”, informou o órgão, à época. Os acessos à ponte terão uma extensão total de 2,1 km, sendo 310 metros no lado paraense e 1,7 km no lado tocantinense. O DNIT informou que os projetos hidrológico e geoecológico estão em fase de aprovação, com previsão de entrega para o segundo semestre de 2025.

Para a construção dos acessos, será necessário um investimento adicional de quase R$ 30 milhões | Foto: Roni Moreira/Agência Pará
Para a construção dos acessos, será necessário um investimento adicional de quase R$ 30 milhões | Foto: Roni Moreira/Agência Pará

O projeto da ponte foi lançado em 2017, durante a gestão do então presidente da República, Michel Temer. A ordem de serviço para a obra foi assinada pelo DNIT em abril de 2020, mas a construção enfrentou atrasos durante o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Com a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ponte foi incluída no novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Atualmente, a travessia de balsa sobre o Rio Araguaia segue como uma alternativa, com custos que variam de R$ 5,50 para bicicletas a R$ 294 para carretas de dez eixos carregadas. Um automóvel de passeio paga R$ 25.

Leia também: “PAC Zero”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 172 da Revista Oeste

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