publicidade
Brasil

PCC usa ao menos 49 empresas para lavar dinheiro

De acordo com uma investigação da Polícia Civil, empreendimentos atuam como 'prestadores de serviço' da facção

Viatura da Polícia Civil de São Paulo | Foto: Reprodução/Redes sociais
Viatura da Polícia Civil do Estado de São Paulo | Foto: Reprodução/Redes sociais

A Polícia Civil de São Paulo apura o envolvimento de 49 empresas — de padarias a lojas de carros e fintechs — em um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Segundo as investigações, elas funcionavam como prestadoras de serviço da facção, movimentando valores provenientes de tráfico, estelionato e jogos ilegais. Os bloqueios determinados pela Justiça podem chegar a R$ 6 bilhões.

Receba nossas atualizações

O delegado-geral Artur Dian afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que as empresas operavam apenas para legitimar recursos do crime. Duas delas têm ligação com Kauê do Amaral Coelho, olheiro do PCC envolvido no assassinato do delator Vinicius Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos.

Depósitos identificados pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais mostram conexão entre empresas investigadas, Mateus Brito e o próprio Kauê, o que reforçou a atuação da facção por trás do esquema, segundo a polícia.

Outros detalhes da operação contra o PCC

PCC é umas das principais facções criminosas do país | Foto: Reprodução/Agência Brasil
PCC é umas das principais facções criminosas do país | Foto: Reprodução/Agência Brasil

A Operação Falso Mercúrio cumpre 54 mandados — seis de prisão e 48 de busca — na capital e na Grande São Paulo. Até 12h50, ninguém havia sido preso, mas a polícia nega vazamento.

A Justiça determinou o bloqueio de 49 imóveis, três embarcações e 257 veículos avaliados em R$ 42 milhões, além do congelamento de contas de 20 pessoas físicas e 37 jurídicas.

+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, o grupo estruturou uma rede com três núcleos: coletores, intermediários e beneficiários finais, responsáveis por arrecadar, movimentar e “limpar” o dinheiro ilícito. O nome da operação faz referência a Mercúrio, deus romano do comércio e dos trapaceiros.

Leia também: “A vez da segurança pública”, artigo de Silvio Navarro na Edição 297 da Revista Oeste

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade