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Pedrinho, que foi sequestrado na maternidade, é um dos advogados de Robinho

Ele foi roubado logo depois do nascimento em Brasília e foi levado para Goiânia, até a trama, que comoveu o Brasil, ser descoberta em 2002

Pedrinho menino sequestrado e advogado
Pedrinho foi sequestrado e, depois de voltar para Brasília, se tornou advogado | Foto: Reprodução/YouTube

Um dos advogados de Robinho, no caso em que o ex-jogador foi condenado por estupro na Itália, é Pedro Junior Rosalino Braule Pinto. Ele ficou conhecido como Pedrinho, sequestrado poucas horas depois de nascer na maternidade do Hospital Santa Lúcia, no Distrito Federal.

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Conforme conta o jornal O Globo, Pedrinho atua no escritório de Brasília que faz a defesa do ex-atacante. Robson Souza, o Robinho, foi sentenciado a nove anos de prisão por estupro coletivo contra uma jovem, dentro de uma boate em Milão, em 2013.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 20 de março, decidiu por 9 a 2 que ele deve cumprir a pena de nove anos no Brasil. No país europeu, foram três julgamentos, o último na instância mais alta, onde não cabe recurso.

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Robinho foi preso no dia 21 e ficou por cerca de dez dias em isolamento, até passar a conviver em uma cela comum, a partir de segunda-feira 1. Ele a divide com outro detento na penitenciária Doutor José Augusto César Salgado, a P2, em Tremembé (SP), unidade chamada de “presídio dos famosos”.

Caso Pedrinho comoveu o Brasil

Pedrinho advogado Robinho
Pedrinho agora atua como advogado na defesa de Robinho | Foto: Reprodução/YouTube

Pedrinho foi sequestrado poucas horas depois de nascer, no dia 21 de janeiro de 1986, no Hospital do Gama, em Brasília. O caso comoveu o país, quando a imprensa divulgou amplamente o crime anos depois.

Os pais biológicos da criança, Jayro Tapajós e Maria Auxiliadora Rosalina Braule Pinto, nunca desistiram de procurar o filho. Passada mais de uma década do sequestro, as fotos do bebê foram publicadas em vários sites de pessoas desaparecidas.

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Eles seguiram inúmeras pistas falsas, lembra o Globo. Em 2002, enfim, Vilma Martins foi reconhecida como a sequestradora do bebê que ela registrou como filho, em Goiânia. Ela deu a ele o nome de Osvaldo Martins Borges Júnior. Vilma queria ter filhos, para evitar o risco de se separar do marido.

O crime só foi esclarecido a partir da desconfiança de Gabriela Azeredo Borges, neta do marido de Vilma. Ela passou a suspeitar que Osvaldo era o recém-nascido sequestrado em Brasília.

Isto porque Gabriela notou semelhanças dele com a foto do menino no site SOS Criança, da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Começou, então, a investigar o caso pela internet.

A jovem encontrou uma foto do pai biológico de Pedrinho ao acessar o site Missing Kids. Também o considerou parecido com Osvaldo, de acordo com o jornal. As investigações foram retomadas pela política em outubro de 2002, depois que Gabriela ligou para o SOS Criança de Brasília.

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A suspeita de Gabriela foi comprovada por um exame de DNA. Foi então desmentida a versão de Vilma, de que a criança havia sido entregue ao marido, já falecido na época das denúncias, por um gari, em Brasília.

Pedrinho, então com 16 anos, se mudou para Brasília, para morar com os pais. No entanto, nunca perdeu contato com Vilma. O caso foi inspiração para a novela Senhora do Destino, da Globo.

Vilma Martins Costa, segundo o canal Ciências Criminais, foi condenada a oito anos e oito meses em regime semiaberto por subtração de incapaz e registro falso de Pedrinho.

Ao caso do garoto, foi acrescida uma pena a ela, em função de outro sequestro, o de Aparecida Fernanda Ribeiro da Silva, conhecida como Roberta Jamilly.

Ela também foi roubada por Vilma em uma maternidade de Goiânia, em 1979, e foi criada como irmã de Osvaldo, no caso, Pedrinho.

Vilma ficou um total de 19 anos e nove meses de prisão em primeira instância. Parte da pena foi cumprida até ela ganhar liberdade condicional em 2008. Atualmente, de acordo com o canal, ela vive em Goiânia.

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