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Pesquisa mostra que 20% da vodca vendida no Brasil é falsificada

Levantamento também indica a falsificação em 36% das bebidas comercializadas no país, segundo entidade

Metanol bebida falsificada
Entidade pede fiscalização rigorosa dos produtos | Foto: Agência Brasil/Biodiesel Brasil

A Polícia Civil investiga vários casos de intoxicação ligados ao consumo de bebida alcoólica com metanol. Ao lado da Vigilância Sanitária tem, neste momento, realizado uma operação de fiscalização e interditado estabelecimentos comerciais de São Paulo suspeitos de vender o produto adulterado.

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A situação tem alarmado os consumidores e levou a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) a reforçar o alerta que, segundo a entidade, vinha fazendo desde abril deste ano. Naquele mês, a entidade divulgou pesquisa que mostra que 36% de bebidas comercializadas no Brasil eram forjadas, adulteradas ou contrabandeadas.

O relatório considerou que os produtos mais afetados com a prática criminosa são vinhos e destilados. A pesquisa mostrou que uma de cada cinco garrafas de vodca vendidas no Brasil é falsificada. “Há um grande esquema de adulteração em larga escala em território nacional.”

“A prática criminosa, que antes deixava somente rastro de sonegação fiscal, agora atenta contra a saúde da população”, declara a entidade em nota. Para o diretor-executivo, Edson Pinto, é importante ter a consciência de que os fraudadores representam uma minoria dos estabelecimentos.

“Há seis meses, já havíamos alertado o mercado sobre a prática, por meio de um levantamento que nos apresentou porcentagens assustadoras de fraude”, declarou o diretor-executivo. “Se as autoridades não agirem firmemente, este esquema, que agora está colocando também vidas em risco, não chega ao fim nunca.”

Bebidas falsificadas com metanol

Até o momento, pelo menos cinco pessoas morreram em São Paulo intoxicadas por bebida adulterada. Outras três pessoas, no míniimo, seguem internadas em estado grave. Há cerca de três semanas, um jovem de 27 anos está em coma por ter o cérebero afetado depois de ingestão de metanol. Uma mulher, ainda hospitalizada, perdeu a visão. Um homem, também internado, não consegue enxergar e teve AVC .

Leia mais: “Metanol: principais clubes de São Paulo suspendem a venda de destilados”

O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) de Campinas (SP) confirmou a presença de metanol em amostras de bebidas analisadas. O componente é um tipo de álcool altamente tóxico. Uma única dose pode resultar em visão turva, dor abdominal, tontura, náusea e convulsão.

Segundo especialistas, o metanol pode, ainda, provocar danos irreversíveis ao cérebro, ao fígado e ao nervo óptico e, em casos graves, levar à morte. Edson cobra maior fiscalização.

“Pessoas estão sofrendo com sequelas gravíssimas. É preciso que o Estado e demais órgãos de fiscalização tenha um controle maior sobre a distribuição das bebidas, a fim de assegurar aos consumidores e aos estabelecimentos a procedência dos produtos.”

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