PF abre inquérito para investigar situação de ianomâmis

A ordem foi dada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino
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O ministro da Justiça, Flávio Dino, pediu à PF a abertura de inquérito para investigar a situação dos indígenas
O ministro da Justiça, Flávio Dino, pediu à PF a abertura de inquérito para investigar a situação dos indígenas | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) instaurou inquérito policial para apurar suspeitas de crimes de genocídio, omissão de socorro e danos ambientais, além de outros crimes conexos, em terras indígenas ianomâmis. Quem ficará com o caso — que está em sigilo — é a Superintendência Regional da PF em Roraima.

A abertura da investigação acontece após determinação do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. Na segunda-feira 23, Dino encaminhou ofício solicitando as investigações.

“Desse modo, ante o incentivo político a garimpos ilegais em terras indígenas, o abandono no que tange à disponibilização de ações e serviços de saúde, bem como a ausência de estratégias para a garantia da segurança militar dos ianomâmis, determino a essa Polícia Federal a instauração de procedimento de investigação da autoria de cometimento, em tese, dos crimes de genocídio, de omissão de socorro, e dos crimes ambientais, além de outros crimes a serem apurados pela autoridade policial”, escreveu o ministro, no ofício.

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Políticas públicas

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) rebateu, no domingo 22, as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre suposto descaso de seu governo com populações indígenas. Em uma postagem no Telegram, Bolsonaro classificou as afirmações de Lula como “mais uma farsa da esquerda”.

“Os cuidados com a saúde indígena são uma das prioridades do governo federal”, observou Bolsonaro. “De 2019 a novembro de 2022, o Ministério da Saúde prestou mais de 53 milhões de atendimentos de atenção básica aos povos tradicionais, conforme dados do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do SUS, o SasiSUS.”

O texto cita ainda a adoção do protocolo sanitário de entrada em territórios indígenas e 20 ações de saúde, entre 2020 e 2022, nas quais foram feitos mais de 60 mil atendimentos, incluindo consultas com clínicos gerais e especialistas.

Entre as regiões atendidas estão o Alto Rio Negro, Vale do Javari, Leste de Roraima, Ianomâmi, Amapá e Norte do Pará, Xavante, Araguaia, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Alto Rio Juruá, Kayapo do Pará, Guama Tocantins e Alto Rio Solimões.

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3 comentários Ver comentários

  1. Em relação à tragédia do povo ianomami, PT, Esquerda, Lula e etc. querem, de qualquer forma, incriminar o Presidente Bolsonaro. Genocídio tornou-se uma palavra vulgar pronunciada, totalmente, fora de contexto e de significado. Virou moda na Esquerda.

  2. Flávio Dino deveria investigar ele mesmo. Dizer que os baderneiros do dia 08/01/2023, as Forças Armadas, Governador Ibanês, Secretário de Segurança Anderson Torres, Comandante da Polícia Militar do Distrito Federal entre outros são os únicos culpados, é falácia. Cadê os órgãos de inteligência do governo Federal? Cadê o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República? Cadê o serviço de inteligência da Polícia Federal? Cadê a Agência Brasileiira de Inteligência? Será que todos esses órgãos, caso eu não tenha esquecido algum, não sabiam de nada? Creio que isso é, simplesmente, impossível. Eles, também, têm que ser investigados com rigor.

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