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PF e Polícia Militar interceptam fábrica clandestina de fuzis em SP

Agentes encontram armas, munições e equipamentos industriais em Santa Bárbara D’Oeste

Polícia Federal resgatou bebê e o trouxe de volta ao Brasil | Foto: Divulgação/PF
Policiais militares abordaram os dois homens no momento em que descarregavam caixas no local | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) prendeu dois homens que operavam uma linha de produção clandestina de fuzis em Santa Bárbara D’Oeste (SP), município no interior de São Paulo. A operação ocorreu na noite desta quarta-feira, 20, com atuação conjunta da Polícia Militar.

As investigações começaram dez dias antes, depois de a PF receber uma denúncia sobre a fabricação ilegal de armas de fogo em ambiente industrial. A informação apontava o uso de maquinário de alta precisão, com estrutura semelhante à de fábricas especializadas.

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Durante o monitoramento, os agentes identificaram movimentações incomuns no interior de uma empresa que se apresentava como produtora de peças aeronáuticas. A equipe passou a acompanhar os suspeitos.

Na noite da operação, os investigados deixaram o galpão industrial e seguiram até uma residência em Americana (SP). Policiais militares abordaram os dois homens no momento em que descarregavam caixas no local.

Dentro das embalagens, os agentes encontraram peças de fuzis. Dentro da casa, havia armas montadas, munições e outros componentes de armamento pesado.

A PF autuou os suspeitos em flagrante pelos crimes de posse e comércio ilegal de armas de fogo. Os agentes os levaram para uma delegacia em Campinas, onde permanecem sob custódia enquanto a investigação prossegue.

PF destaca precisão na fabricação de fuzis com tecnologia industrial

Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, as equipes apreenderam 40 fuzis modelo AR-15 em fase de finalização.

Os criminosos fabricaram o material com usinagem e softwares de alta precisão. Essa tecnologia, mais avançada que impressoras 3-D, produz peças inteiras, resistentes e compatíveis com armas de grosso calibre.

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“Essas peças não foram produzidas num modo comum, por impressora 3-D, mas por usinagem, onde a peça é completa, robusta e muito mais resistente”, disse a PF. “Então, nos chama a atenção a precisão, a quantidade e a forma que eram produzidas essas armas.”

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