A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 25, a segunda fase da Operação Disclosure, que busca aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis estimadas em, aproximadamente, R$ 54 bilhões nas Lojas Americanas, que estão em recuperação judicial.
+ Leia mais notícias do Brasil em Oeste
Receba nossas atualizações
Os policiais cumprem nove mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo. A lista de alvos inclui os empresários Paulo Alberto Lemann, filho de Jorge Lemann, e Carlos Alberto Sicupira. A Justiça também autorizou ações contra ex-integrantes do conselho de administração da empresa.
Alvos da operação incluem executivos de bancos
A ação atinge diretamente executivos de três grandes instituições financeiras brasileiras. Os investigadores miram funcionários do Itaú, do Bradesco e do Santander. Sérgio Rial integra a lista de investigados da corporação. Ele é ex-presidente do Santander e atuou como presidente-executivo da varejista.
A PF afirmou que os suspeitos conheciam as fraudes contábeis. Os executivos teriam praticado essas irregularidades ao longo de vários anos. As autoridades investigam contratos de verbas de propaganda contabilizados sem lastro econômico.
Os agentes também apuram irregularidades ligadas a operações de risco sacado. O inquérito policial aponta indícios dos crimes de manipulação de mercado. As autoridades avaliam ainda a existência de uma associação criminosa estruturada.
A lista completa dos investigados
Carlos Alberto Sicupira atua como controlador da rede varejista. Paulo Alberto Lemann participou do conselho. Eduardo Saggioro também integrou o conselho de administração da companhia.
Leia mais: “Caso Gritzbach: julgamento de policiais acusados de homicídios é adiado para 2027”
Os investigadores buscam provas contra profissionais do alto escalão do setor bancário. A relação inclui:
- Alexandre Abdo: atua como executivo do Santander;
- André Almeida: trabalha como executivo do Santander;
- Carlos Henrique Villela Pedras: exerce função executiva no Bradesco;
- Gustavo Balassiano: atua como executivo do Itaú;
- José Rudge: trabalha como executivo do Itaú.
Respostas das empresas depois da ação
Depois da ofensiva policial, a Americanas divulgou um posicionamento público. A empresa informou que não recebeu mandados de busca nesta manhã. A companhia destacou que os fatos se referem à fraude de 2023. A varejista prometeu colaborar com as investigações para esclarecer os fatos.
O Santander declarou que apoia as partes prejudicadas pelas fraudes. A instituição segue colaborando com as autoridades competentes desde o início das apurações. O banco reiterou o seu compromisso inegociável com a ética e a transparência. A empresa destacou o estrito cumprimento da regulamentação em suas operações.
Leia mais: “Ministério da Justiça investiga publicidade de bets na CazéTV durante a Copa”
O Bradesco também se manifestou oficialmente sobre a ação dos policiais federais. O banco informou que acompanha os desdobramentos e está à disposição das autoridades.
*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo
Demorô!