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PF mira relação entre lobista e J&F em esquema de vendas de decisões no STJ

Escritório de Mirian Ribeiro Gonçalves, mulher de Andreson, recebeu R$ 15 milhões da empresa, segundo o Coaf

JBS
Em uma conversa, Andreson disse ter recebido R$ 19 milhões por causa de sua atuação em um processo no STJ | Foto: Divulgação/JBS

A Polícia Federal (PF) vai abrir nova frente de investigação contra o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves.

O objetivo é apurar a ligação dele com o grupo J&F, controlador da JBS. O relatório parcial, encaminhado nesta semana ao Supremo Tribunal Federal (STF), revela indícios de que a empresa contratou Andreson para atuar em processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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Conversas interceptadas, documentos judiciais e transferências bancárias reforçam a suspeita. A advogada Mirian Ribeiro Gonçalves, mulher de Andreson, aparece como representante da JBS em diversas ações. Ela também é alvo da apuração sobre venda de decisões judiciais no tribunal.

A JBS confirmou que fez pagamentos ao escritório de Mirian. A empresa alegou que os valores se referem a honorários, por êxito ou pró-labore, com registro nos autos. Também informou que não mantém mais contrato com o escritório.

Um dos diálogos revela que o lobista mencionou cifras elevadas e citou o “pessoal do Sr. Zé Mineiro” — referência a José Batista Sobrinho, fundador da JBS e pai dos empresários Joesley e Wesley Batista. O grupo é o maior do setor de carnes no mundo.

Em outra conversa, Andreson disse ter recebido R$ 19 milhões por causa de sua atuação em um processo no STJ. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou ainda repasses de R$ 15 milhões da JBS para o escritório de sua mulher.

Zanin deve decidir rumos de nova frente sobre a JBS

A PF propôs investigar esse novo eixo em procedimento autônomo. Além disso, deve encaminhar o material ao ministro Cristiano Zanin, relator do caso, que vai decidir os próximos passos.

+ Leia também: “JBS vai investir US$ 70 milhões na produção de frango no Paraguai”

Joesley e Wesley Batista já haviam sido investigados durante a Operação Lava Jato. Ambos firmaram acordos de delação. Na mesma época, o então diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis, também aderiu à colaboração e relatou pagamentos com o objetivo de influenciar um procurador. A Justiça arquivou essas acusações.

3 comentários
  1. Ayrton Flores Nunes
    Ayrton Flores Nunes

    Acham que isso vai dar alguma coisa, com essas decisões do supremo não percam tempo.

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Pode parar por aí mesmo. Não percam mais tempo. Se envolve os irmãos batista, está tudo certo. Não há nenhuma irregularidade em nenhum lugar.

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