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Brasil

Piso da enfermagem deve causar quase 100 mil demissões

Pesquisa publicada por entidades hospitalares também mostra que a nova legislação poderá levar ao fechamento de leitos

A ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) está abaixo de 50% da capacidade em 66% dos hospitais | Foto: Ascom/HCPA

Hospitais e Santas Casas devem demitir 83 mil enfermeiros por conta do novo piso da enfermagem, aprovado no início de agosto, informou pesquisa divulgada no sábado 27 por uma série de entidades, entre as quais a Confederação das Santas Casas, Confederação Nacional da Saúde e a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica. Segundo o levantamento, a aprovação da remuneração mínima também poderá levar ao fechamento de 20 mil leitos.

A lei do piso da enfermagem estabelece que os enfermeiros contratados pelo setor público e pelo setor privado nas regras da Consolidação das Leis do Trabalho devem ganhar ao menos R$ 4.750. Técnicos de enfermagem ganharão ao menos 70% do valor definido para piso (R$ 3.325) e auxiliares de enfermagem e parteiras, 50% (R$ 2.375). Antes dessa legislação, não havia um mínimo a ser cumprido pelo mercado.

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No entanto, o levantamento das entidades mostra que, com a aprovação da nova norma, a folha de pagamentos será sobrecarregada, em média, em 60% das instituições participantes do estudo. Ao serem perguntados sobre quais medidas devem ser tomadas para poderem pagar os novos valores estabelecidos, 77% afirmaram que terão de reduzir o número de funcionários.

Outros 65% dos estabelecimentos disseram que vão reduzir o quadro de funcionários em outras áreas, e 59% cancelarão investimentos. Já 51% informaram que devem reduzir o número de leitos.

O levantamento foi realizado por cinco organizações do setor hospitalar brasileiro, de 19 a 23 de agosto deste ano. Participaram 2.511 instituições de saúde. Dentre elas, 42,9% são hospitais, 52,6% serviços de diagnóstico, 3,2% clínicas especializadas, entre outras. 

Leia também: “O Sírio-Libanês aposta na prevenção“, artigo de Bruno Meyer publicado na Edição 127 da Revista Oeste

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9 comentários
  1. Rodrigo Ferreira vaz
    Rodrigo Ferreira vaz

    Mais uma bondade com chapéu alheio dos políticos ignorantes com as leis de oferta e procura do mercado. Mudança artificial nos salários só vai prejudicar os menos qualificados(que serão despedidos). O fato é esse…

  2. Renata Thomaz
    Renata Thomaz

    Mais uma aberração do congresso para atingir o governo…. As Santa Casa estão com dificuldades( má gestão?) Não sei, pode ser, mas, a verdade que isso será a pá de cal neste setor. Principalmente as clínicas. A ver.

  3. Soniascf
    Soniascf

    Valorizar a classe que mais foi sacrificada na pandemia virou pecado. Só porque veio pelo Bolsonaro.

  4. Romeu José Paludo
    Romeu José Paludo

    Fácil. Muito fácil. O Estado do Paraná, (Exemplo) demite metade dos deputados estaduais (são inúteis mesmo), e vai sobrar dinheiro para os hospitais estaduais. O mesmos para os municípios. Os vereadores são inúteis. Mas eu tenho uma solução geral e boa para todos: a saúde ou a falta dela não sabe diferenciar hospital federal, estadual e municipal. Nós devíamos rever a política em saúde e refundar o SUS. Saúde sem bandeiras. UMA ÚNICA ADMINISTRAÇÃO. UMA SÓ POLÍTICA. DESCENTRALIZAÇÃO DE DECISÕES PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS. CONSELHOS DE USUÁRIOS EM ÂMBITOS MUNICIPAIS ESTADUAIS E FEDERAL.

  5. Rodrigo Rezende
    Rodrigo Rezende

    Lembrando que o NOVO foi o único partido que teve a coragem de votar contra. As consequências chegam rapidamente

  6. Marcos Antônio Braz lucas
    Marcos Antônio Braz lucas

    O mercado vai se ajustar , até porque , hospitais precisam destes profissionais.

    1. Ademir Roberto Pelizzari
      Ademir Roberto Pelizzari

      O mercado vai se ajustar como:quem vai pagar esse aumento,qual empresa que suporta aumentar 60% da folha de pagamento sem ter seus serviços sem aumento.

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