Pobreza recuou em 2020, mas teria sido pior sem o auxílio

No ano passado, 24% da população brasileira era pobre. Sem o benefício, o número poderia ter chegado a 32%, revela IBGE
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No Brasil, quase 67 milhões de pessoas recebem o auxílio emergencial
No Brasil, quase 67 milhões de pessoas recebem o auxílio emergencial | Helena Pontes/Agência IBGE

Um novo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirma o impacto do auxílio emergencial para evitar o aumento da pobreza.

Em 2020, 24,1% da população brasileira era pobre, considerando as linhas de pobreza do Banco Mundial (US$ 5,50 por dia per capita, ou R$ 450 por mês) ante 25,9% em 2019.

Sem os benefícios dos programas sociais, a proporção de pessoas nessas condições teria ficado em 32,1% em 2020, perante 28,2% em 2019. Os dados são referentes ao ano passado.

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Os números mostram efeito expressivo também na pobreza extrema, que são aqueles que vivem com menos de US$ 1,90 por dia, algo próximo a R$ 155 por mês per capita, na classificação do Banco Mundial.

A proporção da população nessa condição caiu de 6,8% para 5,7%. Sem os programas sociais, porém, essa parcela teria subido de 9,7% para 12,9%.

“Sem os benefícios dos programas sociais, a gente teria indicadores muito mais elevados. A pobreza teria atingido quase um terço da população brasileira. Já a extrema pobreza chegaria a quase 13%”, afirmou a analista do IBGE Barbara Cobo Soares.

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